Budismo é a tradição formada a partir das práticas ensinadas por Sidarta Gautama 563 ou 623 a.C. em Lumbini, Nepal, na época Índia, conhecido como Buda Shakyamuni "sábio dos Shakyas", é a figura-chave do budismo há pelo menos 2.500 anos.

De acordo com a Tradição Hindu, Buda é um Avatar de Vishnu (Deus Supremo), baseados nas escrituras Upanishads, Vishnu e Bhagavad Purana. A palavra Buda vem de Bodh, que significa despertar.

Ao despertar, se iluminar Buda pensa que isso não poderia ser compartilhado, porém Brahma teria solicitado que ele ensinasse o que havia conquistado, porque alguns seres poderiam reconhecer o que ele reconheceu.

Os ensinamentos atribuídos a Gautama foram repassados através da tradição oral, ensina as Quatro Nobres Verdades e o Nobre Caminho Óctuplo. A prática central de quase todas as linhas budistas é a meditação, método e resultado para uma familiarização e entendimento sobre a própria mente, práticas para controle do ego, e o despertar para iluminação. Buda dizia que seu ensinamento ia contra o sistema, ao contrariar os infinitos desejos egoístas do homem, "Atingi esta Verdade que é profunda, difícil de ver, difícil de compreender, compreensível somente aos sábios, os homens submetidos pelas paixões e cegos pela obscuridade não podem ver essa Verdade, que vai contra o sistema, porque é sublime, profunda, sútil e difícil de compreender". A filosofia sobre o caminho e os resultados variam conforme a escola.

A transmissão do Dharma do Buddha no Tibet ocorreu em dois períodos principais. Houve a primeira difusão do Dharma, por volta de 600 d.C, que foi imensamente potencializada, pelo Guru Rinpoche Padmasambhava. Essa primeira propagação do Dharma no Tibet, das traduções das escrituras em sânscrito para a língua tibetana, e ensinamentos e transmissões dadas por Guru Rinpoche, veio a formar a “Antiga Tradição” (tib. nyingma), Escola Nyingma.

Outros Mestres da Índia como o Pandita Atisha e o tibetano Tsongkapha vieram posteriormente ensinar no Tibet e formaram os pilares da segunda propagação do Dharma no Tibet, e que deu origem a “Nova Tradição” (tib. sar ma) através das Escolas Gelug. As escolas do budismo tibetano, baseadas nas transmissões das escrituras indianas para o platô tibetano, são achadas tradicionalmente no Tibet, Butão, norte da Índia, Nepal, Mongólia.

A maioria dos praticantes nesses países podem ser classificados como vajrayanas, que é um conjunto de escolas budistas esotéricas. A Tradição Vajrayana, é a fonte conhecida para se praticar o budismo original indiano, que foi praticamente erradicado de onde se originou, utiliza meios hábeis como o caminho acelerado possibilitando a iluminação. O nome vem do sânscrito e significa "veículo de diamante", possuem como modelo principal a figura do Lama. O objetivo da prática é se tornar um Bodhisattva.

Se você está numa praia e enche a mão de areia.
Esse tanto de areia em relação à areia da praia é a proporção de felizardos que têm contato direto com os ensinamentos budistas.
Se você abre a mão e deixa cair a areia, os grãos que sobram são os que estão envolvidos com a escola Mahayana.
Depois de bater as mãos para tirar a areia que resta, não sobra quase nada.
Esses últimos grãos, que quase não se vê, são os estudantes do budismo Vajrayana, raros e preciosos.

Ser budista.

Tenha confiança em seu próprio potencial espiritual, em sua habilidade de encontrar seu próprio caminho único.

Aprenda com outros resolutamente e use o que julgar útil, mas também aprenda a confiar em sua própria sabedoria interior.

Tenha coragem. Esteja desperto e consciente.

Lembre-se que o budismo não é sobre ser budista, ou seja, obter uma nova etiqueta de identidade.

Nem é sobre colecionar conhecimentos cerebrais, práticas e técnicas.

De maneira última, é sobre abandonar todas as formas e conceitos, se tornar livre e despertar.

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Gnose, tem por origem etimológica o termo grego "gnosis", que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental.


A palavra "Gnosis" geralmente é traduzida por "conhecimento", mas a Gnose não é, primordialmente, um conhecimento racional; a língua grega distingue entre o conhecimento científico (ele conhece matemática) e, reflexivo (ele se conhece), experiência que é Gnose, percepção direta daquilo que é, percepção interior, um processo intuitivo de conhecer-se a si mesmo.

A Sabedoria ultrapassa o intelecto, através da intuição, contempla. A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo.

Gnose é usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna, maravilhosa, pela via do coração.


Gnose é uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Nós Gnósticos usamos de explicações metafísicas e 'mitologicas' para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixamos de relacionar esse mundo externo e mitologico a processos internos que ocorrem no homem. Hoje a palavra mito, significa alguma coisa inveridica, irreal ou ficticia. Entretanto ela deriva do vocábulo grego mythos, que em seu uso original significa uma explicação da realidade que lhe confere significado.

GNOSTICISMO: Movimento que provavelmente se originou-se na Ásia Menor. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Índia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos do Helenismo, Zoroastrismo, do Hermetismo, do Hinduísmo, do Budismo Tibetano, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo primitivo. Possuíam uma linguagem técnica característica e ênfase na busca da sintonia interior com essa Gnosis, essa Sabedoria Divina, sem intermediários, um conhecimento do Divino por experiência própria.

Enquanto existir uma luz na individualidade mais recôndita da natureza humana, enquanto existirem homens e mulheres que se sintam semelhantes a essa luz, sempre haverá Gnósticos no mundo


"Não escrevo para aqueles que estão imbuídos de preconceitos, que compreendem e sabem tudo, mas que no entanto não Sabem nada, pois eles já estão satisfeitos e ricos, mas sim para os simples como eu, e assim me alegro com meus semelhantes."

Jacob Boehme




sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pistis Sophia

Um importante mito cosmológico da tradição cristã é o mito de Sophia, conhecido desde os primeiros séculos de nossa era. A versão mais conhecida do mito é a de Valentino, que sobreviveu através de citações nas obras de seus detratores, pois nenhum documento diretamente atribuído a Valentino parece ser conhecido; foram todos destruídos por ordem da Igreja Romana ao longo dos séculos de perseguição aos escritos e autores gnósticos que eram considerados como ‘hereges’ pela Igreja. Outra versão pouco conhecida encontra-se no texto Pistis Sophia.


O manuscrito Pistis Sophia. O documento, originalmente escrito em grego e tido como perdido, foi guardado pela Providência Divina numa tradução para o copto, o dialeto sahidico do sul do Egito em princípios de nossa era.


O códice foi levado para a Inglaterra cerca de 1772, adquirido por um médico colecionador de manuscritos antigos, o Dr. Askew, e mais tarde vendido ao Museu Britânico.O texto completo foi traduzido para o latim por volta de meados do século XIX, por M.G. Schwartze, (2) mas foi só no final do século passado e início deste que ele foi traduzido para línguas européias modernas (francês, alemão e inglês).

As melhores versões para o inglês foram produzidas por G.R.S. Mead (3) e Violet MacDermot. (4).
As traduções demoraram tanto a aparecer devido a dificuldade de entendimento do manuscrito, escrito em linguagem alegórica. Por mais de dois séculos Pistis Sophia frustrou as tentativas de eruditos e estudantes da tradição esotérica de entender as importantes instruções que sempre se acreditou encontrarem-se veladas no texto. Afinal, o livro pretende conter instruções esotéricas ministradas por Jesus a seus discípulos, após seu retorno dos mortos. Alguns eruditos, como Jean Dorese, (5) não conseguiram esconder sua frustração com a linguagem impenetrável repleta de simbolismos. Outros (6) sugeriram somente descrições gerais do texto, sem se aventurar em comentários analíticos e hermenêuticos.Finalmente, depois de muito estudo e meditação, e graças a anotações pouco conhecidas mas muito inspiradoras de Blavatsky (7) foi possível levantar uma boa parte do véu que esconde a mensagem iluminadora de Pistis Sophia. (8.)


Sabemos agora que os ensinamentos internos de Jesus, uma vez traduzido o seu simbolismo, podem oferecer instruções comparáveis em profundidade e abrangência com aqueles disponíveis nas tradições orientais. Na verdade, seus ensinamentos revelam um quadro tão claro dos princípios do homem e de suas implicações psicológicas, que parecem oferecer a fundação para a psicologia moderna apresentada por Carl G. Jung. (9).

Organização do texto.
O texto é dividido em três cenários principais. No primeiro, Jesus está com seus discípulos, após sua ressurreição, no Monte das Oliveiras e, depois de algum tempo, em meio a trovões e relâmpagos, ele é elevado ao alto em meio de uma intensa luz ofuscante. É reiterado que sua gloriosa ascensão ao alto ocorreu na data da lua cheia de Thebet, isto é, na lua cheia de maio, conhecida como o período do ano mais favorável para contatos interiores e iniciações esotéricas, tais como o Festival de Wesak. Depois de trinta horas, Jesus retorna, envolto em três vestes de luz, (10) com um brilho mais intenso do que quando ele havia ascendido. Em aparente confirmação da alta iniciação que lhe havia sido conferida, ele dirige-se aos discípulos, anunciando que:

A partir deste dia, vou falar-vos abertamente, desde o princípio da Verdade até o seu término (Plenitude); e vou falar, face a face, sem (usar) parábolas. A partir deste momento não vos esconderei nada do (mistério) do alto e do lugar da Verdade. Pois, autoridade me foi dada, por intermédio do Inefável e do Primeiro Mistério de todos os mistérios, para falar-vos, desde o Princípio até a Plenitude (Pleroma), tanto de dentro para fora como do exterior para o interior. Ouvi, portanto, para que vos possa dizer todas as coisas.” (cap6).


Os dois outros cenários do texto são a narrativa da estória de Pistis Sophia e instruções adicionais aos discípulos na forma usual de diálogos. Uma imensa riqueza de informações é oferecida, incluindo a interpretação esotérica de diversas parábolas e ditados públicos de Jesus, bem como a natureza dos mistérios.

O Mito de Sophia
Ao contrário da parábola do Filho Pródigo e do Hino da Pérola, o Mito de Sophia é bastante longo, cerca de 120 páginas do texto em português, e será apresentado de forma bastante resumida aqui, sendo a ênfase dada para a sua interpretação.Após seu retorno do Alto, Jesus descreve aos discípulos as hierarquias dos vários planos pelos quais passou a caminho do Alto. Esta extensa enumeração de entidades espirituais é, inicialmente, bastante confusa, pois em nenhuma parte do texto existe qualquer explicação desta terminologia nem do sistema cosmológico a que estas entidades pertencem.Depois de diversos incidentes com as entidades dos planos inferiores, Jesus encontra Pistis Sophia abaixo do Décimo Terceiro Eon, seu lugar de origem. Ela estava sozinha sem seu par e seus irmãos, triste e chorosa devido aos tormentos que o Autocentrado lhe havia infligido com a ajuda de suas emanações e dos doze eons.


Temos aqui o âmago da estória: Pistis Sophia estava inicialmente no Décimo Terceiro Eon com seus vinte e três irmãos e irmãs. Quando ela viu a Luz do Alto no véu do Tesouro de Luz, começou a cantar louvores àquela luz. A partir daquele momento, o Terceiro Poder Tríplice, que é o Autocentrado, passou a odiá-la, no que foi seguido pelos doze eons que estão abaixo. O Autocentrado concebeu uma armadilha para ela, emanando de si mesmo um poder com a aparência de leão e uma hoste de outras emanações materiais violentas enviando-as para as regiões abaixo. Pistis Sophia foi então levada a olhar para baixo, vendo a luz do poder com cara de leão. Sem saber que ele era uma emanação do Autocentrado, ela decidiu ir atrás dele, sem seu par, para se apoderar de sua luz, pensando que esta luz a possibilitaria ir à Luz do Alto.Tendo descido de seu lugar de origem, ela foi levada cada vez mais baixo para o caos, com as emanações do Autocentrado e dos doze eons perseguindo-a constantemente, atormentando-a e retirando a sua luz.Quando ela finalmente viu Jesus rodeado de luz, clamou à Luz das Luzes e proclamou uma série de arrependimentos.Os arrependimentos de Pistis Sophia são a chave para a sua salvação final. Nestes treze arrependimentos seguidos por onze canções de louvor à luz, ela conta a sua estória e reitera sua fé na luz e o anseio de ser livre das aflições no caos e de voltar ao seu lugar de origem.

O Simbolismo
Em todas as tradições esotéricas, as mais importantes instruções internas são sempre transmitidas em linguagem simbólica, velando assim o sagrado aos olhos profanos, oferecendo com isto um método para treinar o desenvolvimento da intuição nos discípulos. Com raras exceções, os nomes usados em PS para caracterizar as diferentes entidades e planos não têm nenhuma conexão com a tradição judaica que a precedeu nem com a cristã que a sucedeu.O simbolismo de Pistis Sophia é, de fato, extremamente engenhoso em sua simplicidade. Porém, esta terminologia única, em vez de ser um véu para obscurecer o entendimento do estudioso, é uma janela favorecendo sua visão espiritual. Estas entidades representam os princípios do homem, revelando com isto o sistema psicológico subjacente aos ensinamentos de Jesus. Um nível adicional de simbolismo é introduzido no texto, através da gematria, ou seja, das correspondências numéricas das palavras (no original grego), oferecendo uma pista para a compreensão de diversos incidentes na estória.

Pistis Sophia representa a alma, ou mais especificamente, a parte da alma que encarna, a parte da mente concreta que é a unidade de consciência do homem. Seu nome é uma chave para seu papel: Pistis é a palavra grega para ‘fé’. Não a fé cega, mas a fé que surge com a total convicção do conhecimento interior. Sophia é ’sabedoria’ em grego. Assim, seu nome composto indica o princípio fundamental (fé na Luz do Alto - um aspecto de Deus) que a capacita a realizar sua missão, ou seja, o desenvolvimento da sabedoria em ambos os mundos (material e espiritual). Seu par é Jesus, um símbolo para a natureza tríplice do Eu Superior, que permanece nas regiões do Alto, quando PS desce ao caos. Esta é uma das partes que oferece maior dificuldade para ao leitor, em virtude de nosso condicionamento mental com relação ao papel de Jesus na ortodoxia cristã.
No texto temos o termo ‘Jesus’ um momento representando o Mestre instruindo seus discípulos e, no momento seguinte, representando um dos três aspectos da natureza superior do homem: a mente concreta não conspurcada (o par de PS), a mente abstrata (o Salvador) e princípio Búdico ou intuição, também chamado de Cristo interior (o Primeiro Mistério Voltado para Fora).


O vilão da estória é o Autocentrado, representando a personalidade, um nome bem apropriado para o nosso “eu” egoísta, presunçoso e fútil, sempre demandando ser o centro de atenção, em busca da gratificação dos sentidos, causando com este comportamento grande aflição à alma.Os regentes ou arcontes são os principais aliados do Autocentrado, e representam as emoções e as paixões do homem. O principal agente entre eles é o poder com cara de leão, representando o egoísmo, a força mais poderosa afastando o homem de Deus e levando-o ao caos. Estes poderes malévolos e trevosos não são ‘demônios’ exteriores, mas aspectos internos do homem. Eles permanecem ativos e engajados na tentativa de derrubar o homem até sua libertação final do caos.




Apesar de ‘caos’ ser uma região do Submundo, no sistema de PS, o termo é usado geralmente para transmitir a imagem de um estado psicológico, ou seja, o de desordem. Como Pistis Sophia é aquela parte da mente que age como unidade de consciência do homem, quando é dito que ela ‘cai no caos’, o que isto quer dizer é que ela torna-se vítima de desordens mentais que aparecem quando é tomada pelas emoções, desejos e paixões, tornando-se condicionada por nomes e formas, por valores culturais e morais, em suma, por toda uma gama de condições que representam uma virtual prisão para a alma encarnada no mundo. Assim, a descida de PS ao caos é uma descrição simbólica da entrada do homem no ciclo de encarnações, onde permanecerá até que sua missão seja cumprida.


A Cosmologia
O sistema cosmológico de Pistis Sophia é apresentado de forma sumária no quadro incluído a seguir. As principais entidades são mostradas em seus respectivos planos e regiões, juntamente com seus principais títulos. Deve ser lembrado que uma entidade pode ser ativa em seu próprio plano e nas regiões e planos abaixo dela. Assim, Pistis Sophia e o Autocentrado, cuja região de origem é o Décimo Terceiro Eon (Esquerda do Plano Psíquico) permanecem ativos no Plano Hílico justamente abaixo (o Plano Astral). O mesmo pode ser dito de Jesus agindo como o Primeiro Mistério Voltado para Fora, que exerce suas atividades em todos os três planos abaixo de sua região de origem.O sistema cosmológico de Pistis Sophia torna-se uma fonte de esclarecimentos quando a terminologia é despida de seu mistério.Dois estágios são claramente indicados, o imanifesto e a manifestação.


Quando o Inefável decide manifestar-se no processo de auto-expressão para realizar Seus propósitos, Ele projeta de Si mesmo toda uma série de entidades que são dispostas ao longo de cinco planos em ordem crescente de densidade. Estes planos poderiam ser chamados de acordo com a linguagem moderna: Divino (Os Mistérios do Inefável), Espiritual (Tesouro de Luz), Mente Concreta (Plano Psíquico), Astral (Hílico) e Físico (Material).



A característica inovadora da cosmologia de PS é que cada plano é dividido em três regiões: direita, meio e esquerda. A direita é sinônimo de superior e a esquerda de inferior. As entidades da direita têm a função de estabelecer os ideais ou arquétipos, as do meio de manutenção ou sustentação, garantindo condições apropriadas e, finalmente, as da esquerda estão engajadas na implementação das atividades estabelecidas para cada plano. Seus papéis poderiam ser descritos como o de pai, mãe e filho ou, também, de semente, solo e fruto.

A COSMOLOGIA DE PISTIS SOPHIA O INEFÁVEL (não manifestado ADI) Os Membros, ou Palavras do InefávelA 12ª Hierarquia (Mônadas ou ANUPÂDAKA)..

MISTÉRIOS DO INEFÁVEL (PLANO DIVINO: ATMICO E BÚDICO)1º Espaço do Inefável, O Mistério do Inefável (LOGOS)2º Espaço do Inefável, ou 1º Espaço do Primeiro Mistério (ATMA)o Primeiro Mistério Voltado Para Dentro3º Espaço do Inefável, ou 2º Espaço do Primeiro Mistério (BUDDHI)o Primeiro Mistério Voltado Para ForaO Primeiro Preceito (o Revelador)As 5 ImpressõesA Grande Luz das LuzesOs 5 Auxiliares..

TESOURO DE LUZ, PLEROMA (MANAS SUPERIOR)Região da DIREITAIEU (Sol Espiritual), Supervisor da Luz, 1º HomemMELQUISEDECO GRANDE SABAOTH, o Bom:7 Vozes, ou Améns5 Árvores3 AménsRegião do MEIOO SALVADOR GÊMEO (Criança da Criança)Região da ESQUERDA12 Salvadores com 12 Poderes..
PLANO PSÍQUICO, OU MISTURA (MANAS INFERIOR)Região da DIREITASabaoth, o Bom5 Regentes Planetários com 360 PoderesRegião do MEIOPequeno Iao, o BomVirgem de Luz:7 Virgens de Luz15 Auxiliares12 MinistrosRegião da ESQUERDA, Região da Retidão, Região do 13º EonO Grande Ancestral Invisível e seu par, BarbelôOs Dois Grandes Poderes Tríplices24 Invisíveis (incluindo Pistis Sophia e seu Par)O 3º Poder Tríplice = Autocentrado..

PLANO HÍLICO, SIDERAL (ASTRAL)Os 12 EONSPoder com Cara de LeãoA PROVIDÊNCIAESFERA..
PLANO MATERIAL (FÍSICO)FIRMAMENTO (Etérico)MUNDO (COSMO) dos HomensSUBMUNDO: Orcus, ou Amente, Caos e Escuridão Exterior..


A Deidade Suprema não-manifesta não é chamada de Deus, mas simplesmente de Inefável, Aquele ou Aquilo sobre o Qual nada é conhecido e Que está infinitamente além de qualquer caracterização pelo homem.Dentro do Inefável, e como parte intrínseca de seu Ser, encontram-se os Membros do Inefável, transmitindo a idéia implícita de unidade, como ocorre com os membros de um homem, que são partes do ser humano, porém dotados de funções específicas. Entre os últimos membros do Inefável encontram-se os sem-pais ou não gerados, que correspondem às Mônadas, também referidas na Vedanta e na Teosofia pelo termo sanscrito Anupadaka, que significa ’sem-pais’.A entidade mais elevada no Plano Divino é chamada de Mistério do Inefável, ou Logos. Ele é a Fonte de tudo o que existe, visível e invisível, o criador do arquétipo de todo o plano da manifestação.Imediatamente abaixo dele encontra-se o Primeiro Mistério, em seu duplo aspecto: Voltado paraDentro e Voltado para Fora. O Primeiro Mistério é o mistério da unidade, e seu aspecto Voltado para Dentro é Atma ou o Espírito, que abrange e interpenetra tudo o que existe. O Primeiro Mistério Voltado para Fora é o veículo de Atma, ou seja, Buddhi, também conhecido na tradição ocidental como o Cristo.

O plano abaixo é o Plano Espiritual, Pleroma ou Tesouro de Luz, que corresponde ao plano da mente superior ou abstrata. Ele corresponde ao conceito ortodoxo de Céu, onde as almas encontram sua bem aventurança uma vez libertadas do caos. A entidade mais elevada deste plano é IEU, também referido pelos títulos de Supervisor da Luz e Primeiro Homem. Esta última expressão revela seu papel como Adão Cadmon, ou o Manu (11) da Raça Humana, que se encarnou para estabelecer o arquétipo da primeira raça humana.Também na região da direita do plano espiritual encontra-se Melquisedec, o Manu da Quinta Raça (a atual), o Grande Recebedor da Luz.Vale mencionar que a Igreja Primitiva reverenciava a figura de Melquisedec como indicado em Hebreus, onde é dito que Jesus foi ‘feito sumo sacerdote para a eternidade, segundo a ordem de Melquisedec’ (Hb 6:20).



A caracterização desta entidade na epístola é muito semelhante a que se encontra em PS: ‘Este Melquisedec é, de fato, rei de Salém, sacerdote de Deus Altíssimo. Seu nome significa, em primeiro lugar, Rei de Justiça, e, depois, Rei de Salém, o que quer dizer Rei da Paz. Sem pai, sem mãe, sem genealogia, nem princípio de dias nem fim de vida!’ (Hb 7:1-3).Outra característica interessante da cosmologia de Pistis Sophia é que cada plano é um reflexo dos planos que lhe estão acima. Assim, as entidades da direita de cada plano agem como delegados do Logos, desabrochando o modelo fundamental, ou arquétipo, para seu próprio plano. O processo de manifestação segue este modelo, da ideação para a criação em cada plano subsequente.

Interpretação do Mito



O mito é mais uma representação do retorno da alma à Casa do Pai. Pistis Sophia ‘cai’ de sua região original, perseguindo uma miragem, um reflexo da Luz do Alto visto no plano inferior como um poder com cara de leão, que é o poder da matéria, ou seja, o egoísmo. Esta queda devido a ignorância (12) foi seu ‘pecado original’, mas é dito que Pistis Sophia agiu assim sob o comando do Primeiro Mistério, ou seja, seguindo um impulso interior para obedecer o desígnio do Plano Divino, provavelmente com o objetivo de que o Espírito pudesse manifestar-se inteiramente através da matéria, ou, de acordo com recomendação bíblica: ‘deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ (Mt 5:48).

Com algum esforço da imaginação podemos visualizar a unidade de consciência do homem aventurando-se do plano mental e lentamente sendo seduzida pelas vibrações totalmente novas das emoções e dos sentimentos, dos desejos e das paixões. À medida que Pistis Sophia consentia a estas vibrações ela se tornava cada vez mais emaranhada neste novo nível vibratório e, com a repetição, tornava-se tão impregnada com elas que se estabelece um condicionamento, ou tendência, mantendo-a virtualmente prisioneira do caos.
O texto deixa implícito que quando a unidade de consciência, Pistis Sophia, desce ao caos, isto significa que o homem encarna-se, isto é, assume os veículos necessários para a manifestação no mundo material. Isto quer dizer que tanto no plano astral como no físico a alma é ‘envolvida’ por ‘corpos’ apropriados para o funcionamento naquele plano, como um homem colocando um escafandro para poder atuar no fundo do mar.

Deve ser lembrado que as entidades da região do meio tem a função maternal de prover as condições apropriadas e de nutrir. Assim, no plano astral, a Providência lega todas as tendências de outras vidas que oferecem inúmeras oportunidades para o indivíduo aprender todas as lições que ainda não foram aprendidas. No plano físico, a região do meio fornece um corpo físico ao indivíduo que é adequado para vivenciar o tipo de vida que o aguarda, resultado de seu carma.É interessante notar que a estória de Sophia expressa a realidade como vista do Alto, isto é, de um ponto de vista espiritual.Assim, quando Pistis Sophia reclama que os regentes dos eons estão oprimindo-a, tentando tirar a sua luz, isto pode expressar o fato de que a personalidade experimentou uma vibração pesada, agressiva ou desagradável, como um ataque de raiva, um sentimento de ódio, disse uma mentira, etc. Mas uma ‘opressão dos regentes’ também pode significar, do ponto de vista da personalidade, experiências imoderadas de gratificação dos sentidos, que para o homem do mundo representam ‘alegria de viver’ ou ‘diversão’, mas que para a alma, vendo a realidade do ponto de vista da luz interior, representam uma aflição pela qual ela terá que pagar caro.

Temos aqui a representação clássica da luta entre as forças da escuridão e da luz. Pistis Sophia, a alma, procura ascender ao alto, mas tem que lutar a cada palmo do caminho, desde a alvorada do tempo, contra as perigosas forças do mal e da escuridão, que não são forças exógenas atacando do exterior.
Os inimigos do homem estão entrincheirados dentro de seu próprio castelo, ou seja, são suas próprias emoções, desejos e paixões sob o comando do Autocentrado, a personalidade egoísta, presunçosa e orgulhosa.

Pistis Sophia busca sua libertação com seus ‘arrependimentos’, treze ao todo, seguidos por onze canções de louvor à luz. A palavra ‘arrependimento’ está no cerne da tradição cristã, porém, no original grego, metanoia, tinha o significado bem mais amplo de mudança na maneira de pensar, ou mudança no estado mental da pessoa, que tinha como uma de suas conseqüências o que hoje chamamos de arrependimento. Portanto, cada ‘arrependimento’ no mito está indicando que o homem está passando por uma transformação mental, que por sua vez se reflete em mudanças de atitudes, valores e comportamento. O Caminho, ou Senda, tão decantado em todas as tradições esotéricas, apesar de ter uma conotação de estrada física é, na verdade, este processo de mudança interior. Esta verdade está por trás da declaração de que o homem não pode entrar no Caminho até que ele se torne o Caminho.Esta chave para a evolução humana, a transformação da mente, está implícita na frase poética de João da Cruz, ‘transcendendo a razão com meus pensamentos’, e explícita na recomendação de Paulo aos romanos: ‘E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito’ (Rm 12:2).

Como não poderia deixar de ser, a recomendação para transformar a mente é também o axioma central da doutrina budista.A natureza esotérica dos ensinamentos de PS é constatada neste enfoque fundamental para a salvação, ou seja, a mudança de dentro para fora, e não meramente a obediência a uma série de preceitos, como na tradição ortodoxa judaica de obediência aos 613 preceitos da Tora. Jesus torna este ponto bem claro em seus ensinamentos públicos quando diz: ‘Com efeito, eu vos asseguro que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e a dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus’ (Mt 5:20).

Em nenhuma parte do texto de Pistis Sophia encontramos Jesus pregando um código de comportamento. O que é dito e reiterado é que o homem deve renunciar a este mundo e transformar a sua mente se pretende buscar e receber os mistérios que lhe abrirão as portas da Herança da Luz. Se por um lado as parábolas de Jesus e outros ensinamentos públicos atacam com freqüência a sabedoria convencional expressa como a obediência à Lei Mosaica, (13) parece haver uma clara intenção em Pistis Sophia de indicar que os ensinamentos de Jesus tinham um elo com a tradição dos Profetas, especialmente com os Salmos de Davi, as Odes de Salomão e as profecias de Isaias, pois estes são citados como ‘interpretação’ dos arrependimentos e canções de louvor de PS.

Os vinte e quatro arrependimentos e invocações proferidos por Pistis Sophia são indicativos da natureza lenta do processo de transformação necessário para tornar um homem do mundo no ‘estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo’ (Ef 4:13). Cada arrependimento indica um estágio de renovação da mente no caminho espiritual.Quando os arrependimentos e canções de louvor de Pistis Sophia são examinados mais detidamente, nota-se alguns pontos de inflexão indicando mudanças fundamentais em sua situação, à medida que ela livra-se lentamente do caos. Estes pontos de inflexão podem ser associados às cinco grandes iniciações da tradição esotérica.Os insistentes apelos de Pistis Sophia à Luz do Alto são finalmente ouvidos e, após seu sexto arrependimento, seu pecado de descer ao caos sozinha sem seu par é perdoado e Jesus, por sua própria conta (o poder da Mente), leva Pistis Sophia para ‘uma região um pouco mais espaçosa no caos’. Este alívio relativo das opressões do caos parece uma indicação da Primeira Iniciação.

Quando os regentes notaram que Pistis Sophia não tinha sido retirada inteiramente do caos, retornaram com esforços redobrados para afligi-la e, então, ela continuou a apresentar seus arrependimentos. Depois do nono arrependimento, sua súplica pedindo ajuda à Luz foi parcialmente aceita e Jesus foi enviado pelo Primeiro Mistério (a mente pura reforçada pelo poder do Cristo interior) para ajudá-la a escapar secretamente do caos.A partir deste momento Pistis Sophia percebe Jesus como uma Luz brilhando intensamente, provavelmente uma indicação da abertura de sua visão espiritual, ou expansão de consciência devido a Segunda Iniciação.
Mas os desejos e as emoções provocados pelas coisas materiais continuam a ser sentidos, pois as emanações de Autocentrado e os poderes dos regentes mudam de forma à medida que o homem conquista as vibrações mais grosseiras. Depois do décimo terceiro arrependimento, Jesus envia por sua própria conta (o poder da Mente), um poder de luz para ajudá-la e levá-la às regiões mais elevadas do caos. O processo iniciático continua com a décima quarta invocação, quando um poder de luz é enviado pelo Primeiro Mistério (o poder da pura luz de Cristo), e os dois poderes juntam-se tornando-se uma grande corrente de luz, formando uma coroa protetora de luz sobre a cabeça de Pistis Sophia. Esta parece uma descrição do glorioso estágio de iluminação alcançado com a Terceira Iniciação, um estágio em que períodos de consciência da unidade com Deus e com o Todo são alternados com a consciência de dualidade normal do mundo.A partir de então, a alegria de Pistis Sophia torna-se o tema central de suas canções de louvor nas quais ela reitera sua determinação de permanecer firme e nunca mais se afastar da luz.

Mas os poderes das trevas não desistem e novas emanações mais fortes do Autocentrado são enviadas para juntar-se as outras, que mudam de aparência, para oprimir Pistis Sophia e levá-la para o fundo do caos outra vez. Depois de sua décima sexta invocação suplicando pela ajuda que lhe havia sido prometida, ela é salva mais uma vez pela corrente de luz, com a ajuda dos Arcanjos Miguel e Gabriel. Jesus (o poder de Buddhi-Manas) também desce ao caos para ajudar Pistis Sophia e ele faz com que ela pise sobre a principal emanação malévola de Autocentrado, uma serpente com sete cabeças. Este ritual simbólico, parece uma referencia à Quarta Iniciação, que transforma o homem num Arhat. (14)



Apesar de suas elevadas realizações, a alma ainda está sujeita às aflições dos poderes materiais sutis, e Pistis Sophia continua suas invocações. Jesus leva-a a uma região logo abaixo do décimo terceiro eon, seu lugar de origem, e avisa-a que Autocentrado (a personalidade) está furioso com ela e que ele vai tentar um último ataque por meio de duas emanações trevosas e violentas para procurar levá-la de volta ao caos. Jesus a abandona mas promete voltar para ajudá-la se ela se sentir oprimida e invocar a sua ajuda. E, como havia sido indicado, as duas emanações trevosas e violentas (provavelmente a depressão e o desespero) atacam com toda sua força. Este parece ser uma referência ao período chamado pelos místicos de Noite Escura da Alma, (15) em que o homem sente-se sozinho e abandonado por todos e por tudo, mergulhando num período de depressão que pode levar ao desespero, até que ele seja capaz de renunciar aos seus últimos liames que o prendem ao mundo, ou seja, seu sentimento de ser um “eu” separado, antes de sua união final e permanente com Deus ou a Luz.




Com a vigésima quarta invocação finalmente chega o momento de levar Pistis Sophia permanentemente para fora do caos de volta para o décimo terceiro eon. Pode parecer um anticlimax, um mero retorno a sua região de origem. Mas neste momento uma comovente surpresa aguarda o leitor. É dito que Pistis Sophia alcança sua liberação final no exato momento em que Jesus está no Monte das Oliveiras com seus discípulos no processo de ser elevado às alturas envolto em luz. Temos assim a indicação da Quinta Iniciação, tanto do ponto de vista da individualidade glorificada, Jesus, e da personalidade ‘arrependida’ finalmente libertada da prisão do mundo.





Naquele momento Pistis Sophia é finalmente reunida a seu par, Jesus, um paralelo com o sacramento da Câmara Nupcial mencionado no Evangelho de Filipe (16) e a experiência dos grandes místicos no estágio final de Theosis, ou União com Deus.O constante apelo de Pistis Sophia à Luz, como o único elemento capaz de libertá-la do caos, tem um paralelo com a passagem da Bíblia em que Jesus dormia num barco e foi chamado pelos discípulos para salvá-los da tempestade que jogava água dentro do barco (Mt 8:23-27). Esta passagem, quando devidamente interpretada, indica que Jesus é o poder superior que amaina os ventos da dúvida e as ondas dos desejos na natureza inferior simbolizada pelos discípulos. Sugere Geoffrey Hodson: “A frase chave no relato de S. Mateus é o apelo dos discípulos: ‘Senhor, salva-nos, estamos perecendo’. Quando metaforicamente este apelo surge do interior do coração e da mente de um homem, começa uma nova fase evolucionária para ele. A mente formal deliberadamente se abre para a luz e a verdade das fontes profundamente interiores até então desconhecidas e desconectadas. A manifestação do espírito no homem e seu domínio sobre a matéria é representada pelo emergir do Senhor Cristo do sono no interior do barco.Como este está adormecido e aparentemente inconsciente da crise, até ser despertado por um pedido de ajuda, assim também o poder espiritual do homem conforma-se em seu próprio mundo, cumprindo somente a vida automática que preserva as funções”. (17)

Comentários finais

Com a parábola do tesouro escondido, Pistis Sophia está pronta para entregar a todo homem ou mulher que cultivar com afinco seu solo, um verdadeiro tesouro enterrado de ensinamentos esotéricos, escondidos ali pelo Mestre para benefício de seus discípulos de todos os tempos, e não somente para aqueles que o seguiram durante sua vida terrena na Palestina há dois mil anos atrás.Parece que com o desvelar dos diferentes níveis de manifestação e dos ‘arrependimentos’ o livro está tentando despertar o homem para a realidade de sua origem divina e de sua missão na Terra. Ao longo da estória de Sophia e do restante do livro existem muitos ensinamentos que podem tocar a alma de cada leitor de uma maneira diferente. Neste senso o texto é mágico. Ele foi preparado para trabalhar em cada coração sincero que esta buscando com ardor e determinação as chaves para abrir as portas do Reino dos Céus.

Raul Branco

Notas(1) Os ensinamentos internos de Jesus, publicado pela revista TheoSophia, edição de junho de 1998.(2) Schwartze, M.G., Pistis Sophia: opus gnosticum Valentino adiudicatum e codice manuscripto coptico Londinensi descriptum (Berlin: J. Petermann, 1851).(3) Mead, G.R.S., Pistis Sophia: A Gnostic Miscellany (London: J.M. Watkins, 1921).(4) MacDermot, Violet, Pistis Sophia (Leiden, The Netherlands: E.J. Brill, 1978.)(5) Dorese, Jean, The Secret Books of the Egyptian Gnostics (NY: the Viking Press, 1964), pg. 64.(6) Isto aconteceu com alguns dos mais respeitados eruditos do gnosticismo, como Kurt Rudolph, Gnosis: The Nature & History of Gnosticism (Harper San Francisco, 1987), e W. Schneemelcher, New Testament Apocrypha (Wetminster/John Knox Press, 1991)(7)Blavatsky, H.P., “H.P.B.’s Commentary on the Pistis Sophia”, em Collected Writings, vol. 13, pg. 1-81.(8.) Branco, Raul, Pistis Sophia, Os Mistérios de Jesus (R.J.: Bertrand Brasil, 1997).(9) Memories, Dreams, Reflections, op.cit., pg. 205.(10) Estas três vestes de luz parecem ter uma correspondência com a tradição budista dos três veículos espirituais: Dharmakaya, Sambhogakaya e Nirmanakaya (vide H.P. Blavatsky, A Voz do Silêncio, S.P., Pensamento)(11) Manu é uma palavra sanscrita. Este Ser semidivino é o criador primordial de cada grande Raça-Raiz. Na Vedanta ele corresponde ao grande legislador, um ser auto-existente, portanto, uma emanação do Logos e o antepassado da humanidade.(12) A ignorância, ou avidya, tem um papel central no budismo como a fonte de todo sofrimento, o primeiro dos cinco kleshas.(13) Vide Marcus J. Borg, Jesus. A New Vision (Harper San Francisco, 1991), pg. 97-116.14) Palavra sanscrita que significa ‘aquele que merece as honras divinas’, usada tanto por hinduistas como pelos budistas para referir-se aos homens sagrados que se libertaram da necessidade de reencarnar, e que poderiam então entrar e permanecer no Nirvana até o final do ciclo ou, movido por compaixão pela humanidade sofredora, poderiam optar por permanecer no ciclo de renascimentos para ajudar os homens a se libertarem do sofrimento.(15) Vide, E. Underhill, Mysticism. The Nature and Development of Spiritual Consciousness (Oxford, England: One World Publications, 1993), pg. 380-412.(16) Vide, J. Robinson (ed), The Nag Hammadi Library in English (New York: Harper Collins, 1990)(17) G. Hodson, A Vida do Cristo do Nascimento à Ascensão, op.cit., pg. 154.

2 comentários:

Teka disse...

Meu querido amigo os seus textos só alimentam o meu aprendizado!

Vou ler e reler!!!

Muitos beijos, Luz e Paz!!!

Simone Carneiro disse...

Grata pelo texto elucidativo e cheio de boa vontade.
convido a conhecer meu blog: www.eftbrasil.blogspot.com

me ajudou muito a entender alguns processos que estou passando.
grata