Budismo é a tradição formada a partir das práticas ensinadas por Sidarta Gautama 563 ou 623 a.C. em Lumbini, Nepal, na época Índia, conhecido como Buda Shakyamuni "sábio dos Shakyas", é a figura-chave do budismo há pelo menos 2.500 anos.

De acordo com a Tradição Hindu, Buda é um Avatar de Vishnu (Deus Supremo), baseados nas escrituras Upanishads, Vishnu e Bhagavad Purana. A palavra Buda vem de Bodh, que significa despertar.

Ao despertar, se iluminar Buda pensa que isso não poderia ser compartilhado, porém Brahma teria solicitado que ele ensinasse o que havia conquistado, porque alguns seres poderiam reconhecer o que ele reconheceu.

Os ensinamentos atribuídos a Gautama foram repassados através da tradição oral, ensina as Quatro Nobres Verdades e o Nobre Caminho Óctuplo. A prática central de quase todas as linhas budistas é a meditação, método e resultado para uma familiarização e entendimento sobre a própria mente, práticas para controle do ego, e o despertar para iluminação. Buda dizia que seu ensinamento ia contra o sistema, ao contrariar os infinitos desejos egoístas do homem, "Atingi esta Verdade que é profunda, difícil de ver, difícil de compreender, compreensível somente aos sábios, os homens submetidos pelas paixões e cegos pela obscuridade não podem ver essa Verdade, que vai contra o sistema, porque é sublime, profunda, sútil e difícil de compreender". A filosofia sobre o caminho e os resultados variam conforme a escola.

A transmissão do Dharma do Buddha no Tibet ocorreu em dois períodos principais. Houve a primeira difusão do Dharma, por volta de 600 d.C, que foi imensamente potencializada, pelo Guru Rinpoche Padmasambhava. Essa primeira propagação do Dharma no Tibet, das traduções das escrituras em sânscrito para a língua tibetana, e ensinamentos e transmissões dadas por Guru Rinpoche, veio a formar a “Antiga Tradição” (tib. nyingma), Escola Nyingma.

Outros Mestres da Índia como o Pandita Atisha e o tibetano Tsongkapha vieram posteriormente ensinar no Tibet e formaram os pilares da segunda propagação do Dharma no Tibet, e que deu origem a “Nova Tradição” (tib. sar ma) através das Escolas Gelug. As escolas do budismo tibetano, baseadas nas transmissões das escrituras indianas para o platô tibetano, são achadas tradicionalmente no Tibet, Butão, norte da Índia, Nepal, Mongólia.

A maioria dos praticantes nesses países podem ser classificados como vajrayanas, que é um conjunto de escolas budistas esotéricas. A Tradição Vajrayana, é a fonte conhecida para se praticar o budismo original indiano, que foi praticamente erradicado de onde se originou, utiliza meios hábeis como o caminho acelerado possibilitando a iluminação. O nome vem do sânscrito e significa "veículo de diamante", possuem como modelo principal a figura do Lama. O objetivo da prática é se tornar um Bodhisattva.

Se você está numa praia e enche a mão de areia.
Esse tanto de areia em relação à areia da praia é a proporção de felizardos que têm contato direto com os ensinamentos budistas.
Se você abre a mão e deixa cair a areia, os grãos que sobram são os que estão envolvidos com a escola Mahayana.
Depois de bater as mãos para tirar a areia que resta, não sobra quase nada.
Esses últimos grãos, que quase não se vê, são os estudantes do budismo Vajrayana, raros e preciosos.

Ser budista.

Tenha confiança em seu próprio potencial espiritual, em sua habilidade de encontrar seu próprio caminho único.

Aprenda com outros resolutamente e use o que julgar útil, mas também aprenda a confiar em sua própria sabedoria interior.

Tenha coragem. Esteja desperto e consciente.

Lembre-se que o budismo não é sobre ser budista, ou seja, obter uma nova etiqueta de identidade.

Nem é sobre colecionar conhecimentos cerebrais, práticas e técnicas.

De maneira última, é sobre abandonar todas as formas e conceitos, se tornar livre e despertar.

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Gnose, tem por origem etimológica o termo grego "gnosis", que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental.


A palavra "Gnosis" geralmente é traduzida por "conhecimento", mas a Gnose não é, primordialmente, um conhecimento racional; a língua grega distingue entre o conhecimento científico (ele conhece matemática) e, reflexivo (ele se conhece), experiência que é Gnose, percepção direta daquilo que é, percepção interior, um processo intuitivo de conhecer-se a si mesmo.

A Sabedoria ultrapassa o intelecto, através da intuição, contempla. A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo.

Gnose é usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna, maravilhosa, pela via do coração.


Gnose é uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Nós Gnósticos usamos de explicações metafísicas e 'mitologicas' para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixamos de relacionar esse mundo externo e mitologico a processos internos que ocorrem no homem. Hoje a palavra mito, significa alguma coisa inveridica, irreal ou ficticia. Entretanto ela deriva do vocábulo grego mythos, que em seu uso original significa uma explicação da realidade que lhe confere significado.

GNOSTICISMO: Movimento que provavelmente se originou-se na Ásia Menor. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Índia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos do Helenismo, Zoroastrismo, do Hermetismo, do Hinduísmo, do Budismo Tibetano, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo primitivo. Possuíam uma linguagem técnica característica e ênfase na busca da sintonia interior com essa Gnosis, essa Sabedoria Divina, sem intermediários, um conhecimento do Divino por experiência própria.

Enquanto existir uma luz na individualidade mais recôndita da natureza humana, enquanto existirem homens e mulheres que se sintam semelhantes a essa luz, sempre haverá Gnósticos no mundo


"Não escrevo para aqueles que estão imbuídos de preconceitos, que compreendem e sabem tudo, mas que no entanto não Sabem nada, pois eles já estão satisfeitos e ricos, mas sim para os simples como eu, e assim me alegro com meus semelhantes."

Jacob Boehme




quinta-feira, 1 de outubro de 2015

24 aniversario de Parinirvana de Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche

Hoje, celebramos o 24 aniversario de Parinirvana de Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche, entrou em parinirvana no dia 19 do 8º mês do calendário lunar tibetano no ano de 1991 (27 de setembro de 1991).
Foi universalmente reconhecido como um dos maiores mestres Vajrayana, um eminente estudioso e poeta, bem como um professor inspirador.
Passou mais de 20 anos em retiro; composta e compilados ao longo de 25 volumes sobre filosofia e prática budista; salvo e publicado inúmeros textos sagrados, e iniciou vários projetos para preservar e disseminar o budismo tibetano tradição, cultura e ensinamentos. Mas acima de tudo, o que ele considerava mais importante foi que os ensinamentos que tinha realizado e transmitido foram postas em prática por outros.
Suas realizações e contribuições em diversas áreas parecem mais do que suficientes para ter preenchido uma vida inteira.
O professor está bem no centro do mundo do budismo tibetano. Dilgo Khyentse Rinpoche foi o arquétipo do professor espiritual. Sua jornada interna o levou para uma profundidade extraordinária de conhecimento que o habilitou a ser, para todos que o encontraram, uma fonte de bondade amorosa, sabedoria e compaixão.
Dilgo Khyentse Rinpoche foi um dos últimos da geração de lamas talentosos que completaram sua educação e formação no Tibet. Ele nasceu em 1910 no leste do Tibete a uma família descendente da linhagem real do século 9 Rei Trisong Detsen.

Quando ele ainda estava no ventre de sua mãe, ele foi reconhecido como um tulku ou encarnação pelo professor ilustre, Mipham Rinpoche, e mais tarde foi entronizado como uma emanação de Jamyang Khyentse Wangpo, um dos tertons mais importantes (revelador de tesouro) e escritores do século 19, e a principal inspiração para o movimento não-sectário.
Khyen-tse significa sabedoria e amor. O tulkus Khyentse são encarnações de várias figuras-chave no desenvolvimento do budismo tibetano incluindo Kunkyen Longchenpa, Jigme Lingpa e Vimalamitra.
No final dos anos 1950, com a invasão chinesa do Tibet em Kham, Khyentse Rinpoche e sua família fugiu por um triz para o Tibet Central, deixando tudo para trás, incluindo livros preciosos e mais de seus próprios escritos de Rinpoche. Centenas de milhares de tibetanos, incluindo sua esposa, Khandro Lhamo, e suas duas filhas foram obrigados a fugir de sua terra natal. Eles procuraram exílio no Butão, onde a família real butanesa graciosamente o recebeu. Anos depois ele pediu ao governo chinês autorização para restaurar Samye Monastéiro salientando a sua importância para o patrimônio cultural do mundo. Fundada no século 8, Samye foi o primeiro mosteiro budista no Tibet e em 1990 o seu principal templo tinha sido restaurado.
Onde quer que fosse no Tibet, ele era recebido com grande alegria e emoção por pessoas que haviam esperado anos para vê-lo novamente. Erudito, sábio e poeta, Dilgo Khyentse Rinpoche nunca deixou de inspirar todos os que o encontraram através de sua extraordinária presença, simplicidade, dignidade e humor.
Na idade de 81, ele faleceu no Butão. Sua cremação foi assistido por mais de cinquenta mil pessoas, entre professores e discípulos de todo o mundo
Depoimentos
Dalai Lama:
Não tenho dúvida de que Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche está entre os mestres budistas mais realizados que encontrei; ainda assim ele irradiava todo o calor e as qualidades contagiantes de um genuíno e completo bom ser humano
Dzongsar Khyentse Rinpoche:
Sem seu exemplo, as histórias de vida dos grandes mestres do passado seriam muito menos dignas de crédito e mais como lendas ancestrais, como Hércules realizando suas 12 grandes tarefas na mitologia grega. Embora eu tenha testemunhado suas atividades com meus próprios olhos, quando relembro, também encontro muitas coisas difíceis de acreditar.
Sogyal Rinpoche:
Em todos os sentidos, havia algo de universal, até sobre-humano nele, tanto que numa época os jovens lamas reencarnados, que ele cuidava com um carinho e cuidado infinitos, brincavam chamando-o de “Sr. Universo”.
Shechen Rabjam Rinpoche:
Penso que Khyentse Rinpoche foi um dos exemplos mais finos do mestre espiritual perfeito. Ele era, na verdade, um mestre dos mestres; a maioria dos professores tibetanos do século 20 recebeu ensinamentos dele.
Durante os 20 anos que passei com Khyentse Rinpoche, nunca testemunhei ele ficando ou muito deprimido ou extremamente excitado; seu humor era sempre equilibrado.
Ele sublinhava que após anos de prática, a medida de nosso progresso deve ser o ganho de um senso de paz interior, tornando-nos menos vulneráveis a circunstâncias externas.
Embora não possamos encontrar mais Khyentse Rinpoche, quando alguém lê seus ensinamentos ou escritos, pode experimentar a profundidade de sua sabedoria e compaixão.
Orgyen Tobgyal Rinpoche:
Mesmo em idade avançada, ele ainda requisitava ensinamentos de qualquer um que possuísse uma tradição que ele ainda não tinha recebido, e às vezes até se engajava em novos estudos. Com frequência escutavam ele dizer: “Eu mesmo não sou instruído, mas gosto do fato de que outras pessoas são chamadas de instruídas”.

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