Gnose, tem por origem etimológica o termo grego "gnosis", que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental.

A palavra "Gnosis" geralmente é traduzida por "conhecimento", mas a Gnose não é, primordialmente, um conhecimento racional; a língua grega distingue entre o conhecimento científico (ele conhece matemática) e, reflexivo (ele se conhece), experiência que é Gnose, percepção direta daquilo que é, percepção interior, um processo intuitivo de conhecer-se a si mesmo.

A Sabedoria ultrapassa o intelecto, através da intuição, contempla. A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo.

Gnose é usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna, maravilhosa e Crística, pela via do coração.


Gnose é uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Nós Gnósticos usamos de explicações metafísicas e 'mitologicas' para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixamos de relacionar esse mundo externo e mitologico a processos internos que ocorrem no homem. Hoje a palavra mito, significa alguma coisa inveridica, irreal ou ficticia. Entretanto ela deriva do vocábulo grego mythos, que em seu uso original significa uma explicação da realidade que lhe confere significado.


Os Cristãos Gnósticos constituíram, nos primeiros anos dessa nossa era, uma comunidade fechada, iniciática, que guardou os aspectos esotéricos dos evangelhos, principalmente das parábolas do Mestre Jesus, o Cristo, apresentando um cristianismo muito mais profundo e filosófico do que daqueles cristãos que ficaram conhecidos como a ortodoxia.
Os primeiros gnósticos foram os discípulos mais internos, próximos, avançados do Mestre Jesus também chamados Ophitas: Simão (o Mago), Madalena, João, Tiago, Mateus, Marta, Tomé, Filipe, Salomé. Entre os gnósticos havia a participação ativa e não discriminada de mulheres. Outros que seguiram essa linhagem de ensinamento: Mani, Cerintho, Paulo, Menander, Saturnilo, Silas/Silvanus, Priscila, Euphrates, Marcion, Amônio Saccas, Basílides, Valentino, Carpócrates, Bardesanes, Monoimus, Cerdo, Theodotus/Panteno, Ptolomeu, Heracleon, Philon, Hipatia, Porfírio, Jâmblico, Clemente, Orígenes, Proclo, Dionísio Areopagita.

Gnosticismo: Movimento que originou-se na Ásia Menor, difundindo-se da região do Irã à Gália, exercendo a sua maior influência sobre o cristianismo. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos do Helenismo, Zoroastrismo, do Hermetismo, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo. Utilizando-se dos ensinamentos mais avançados e internos de Mestre Jesus, espalhou-se entre os séculos I a.C. e III d.C., especialmente pela Galiléia, Síria, Egito, Armênia e regiões da Grécia e Palestina. Havia uma ampla difusão destes textos naquelas regiões e essa visão de mundo era bastante disseminada. Possuíam uma linguagem técnica característica e ênfase na busca da sintonia interior com essa Gnosis, essa Sabedoria Divina, sem intermediários, um conhecimento do Divino por experiência própria.

Enquanto existir uma luz na individualidade mais recôndita da natureza humana, enquanto existirem homens e mulheres que se sintam semelhantes a essa luz, sempre haverá Gnósticos no mundo

"Herege", em grego selecionador, heresia vem do grego haíresis e significa escolha, seleção. Hereges eram chamados antigamente os cristãos (gnósticos) que selecionavam a verdade do meio dos erros, os outros aceitavam cegamente tudo, verdades e erros, como bem ensinou o Apóstolo Gnóstico Paulo: "Examinai tudo e ficai com que é bom"

A Falsa gnose de samael saw:
http://anubysp.blogspot.com.br/2013/04/a-falsa-gnose-de-samael.html





quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

AGOSTINHO - MANIQUEUS - GNOSIS


Agostinho nunca foi santo. Há uma ‘piada’ sobre ele que diz que ele ‘virou santo’ de tanto que sua mãe rezou para ele não ir para o inferno. Ele virou santo porque, sendo ‘diabólico’ demais, fez sua mãe rezar a vida toda por ele. Assim se fez o santo.Também virou santo por ter abandonado a mãe e a namorada grávida.E a mãe rezava pela pobre alma do filho.
Ainda jovem agostinho interessou-se pelos ensinamentos Maniqueus. E se associou a eles no Egito.Os grupos maniqueus, seguindo o molde da escola de Pitágoras e dos Essênios, dividiam-se em três níveis. Contam os relatos que Agostinho nunca passou do primeiro nível e, dado sua ambição desenfreada que não aceitava não participar do segundo, foi convidado a se retirar do grupo.

Nessa mesma época um dos padres da Igreja Católica primitiva o convidou para exercer um alto cargo nessa instituição. O preço a pagar, relevar o que sabia sobre os maniqueus e escrever contra eles. Foi o que Agostinho fez. Sua ambição gratificou-se com o convite de exercer um ‘alto cargo’. Assim, ele aceitou. E passou a ser um dos combatentes aos gnósticos de mani.
Mani foi um preservador da tradição gnóstica. Com a morte de Mestre Jesus, o Cristo, os discípulos se separaram em dois grupos, e fugiram. Um, como bem sabemos, o maior, seguiu para o Egito (onde escolas gnósticas floresceram nas décadas seguintes), seguindo depois para o porto de Marselha, na França. Tal é o motivo de Maria Madalena ser tão venerada na França, e Tiago ter seu famoso ‘caminho’. Tal é o motivo das historias britânicas estarem estritamente relacionadas a José de Arimatéia e assim por diante.
Do outro lado temos o grupo de Tomé, Simão o Mago, Matheus... que sobe para as regiões da Síria, onde pequenos núcleos de buscadores da gnosis serão formados. Décadas depois a Síria estará entre as regiões visitadas por Apolônio de Tyana e o gnóstico Paulo.
Aliás, a Síria sempre foi objeto de grande interesse espiritual, séculos depois é para a Síria que os Templários se dirigem em busca dos Mistérios, e é igualmente para a Síria que Christian Rosenkrantz, o pseudônimo do fundador dos rosacruzes, se dirige, e lá encontra o seu ‘livro secreto’, e um ‘augusta fraternidade’.

Coincidência ou não, é impossível ignorar a importância dessa região, algo, sem dúvida, devia haver lá.Então, esse segundo grupo de discípulos se dirige para lá. Há relatos que sugerem que Tomé teria passado um tempo lá e retornado para a Índia (como indica o Hino da Perola, que é simbólico, mas usa de base a historia de um príncipe que veio do Oriente). Curiosamente esse ‘Hino da Pérola’ (Ou ‘Hino da veste de glória’) vai ser divulgado a partir de escolas na Síria.

Entre a ‘coleção’ de textos divulgados pela escola da Síria, está o dito Hino, e também os escritos de Tomé, cópias do Evangelho de Tomé se preservaram graças a esses gnósticos antigos.Além do Evangelho de Tomé, temos o ‘Livro de Tomé’ redigido por Matheus enquanto Jesus conversava com Tomé, segundo consta o próprio livro. Esses textos são divulgados mais tarde principalmente por um gnóstico chamado Bardesanes, na Síria. Bardesanes não é nada menos que o avô de Mani.
Portanto é nesse contexto gnóstico de Hinos da veste de glória e Evangelho de Tomé que Mani, o Profeta da Luz, é educado. Mani, jovem e inspirado, ignorou ingenuamente o perigo que vinha do oeste e ensinou abertamente; logo, os atentos olhos da oposição, a Igreja que se formava em Roma, viram em Mani um problema. Assim o maniqueísmo passou a ser combatido. Seu ensinamento profundo e espiritual atraia muitas pessoas, como o fez com Agostinho. Com isso, a Igreja viu em Agostinho a possibilidade de um crítico que esteve entre os maniqueus.
Mas o que ensinam esses maniqueus que rejeitaram a ânsia por poder de Agostinho e foram tão perseguidos? Ensinam:
• A fonte do Bem está na 'região da Luz'.
• O Rei da Luz é a Árvore da Vida. Eu assimilei a Lei da Luz. Eu sou Mani, o Apóstolo de Jesus, o Amigo da Luz.
• A Mente-Luz (Cristo) é o que desperta aqueles que dormem.

• No homem em quem a Mente-Luz está, sua é a Sabedoria.
• A Mente-Luz (a Mente Iluminada) é o Sol dos corações, a Senda dos que buscam, o Pórtico dos tesouros da Vida.
• Bem-aventurado é aquele que foi iniciado nesta Gnosis Divina.
• Eu encontrei a Terra da Luz. Eu fiz meu caminho para a Cidade dos Deuses.
• Eu tornei minha alma limpa – sou um servo de Deus [eu sou um Nazareno].
• Vocês são filhos do Dia e filhos da Luz. Jesus tem me auxiliado e ele poderá auxiliar vocês. Ele poderá dar-nos sua Compaixão.
• De tempos em tempos a Sabedoria envia os Mensageiros de Deus. Em idades após idades estes Mensageiros têm sido enviados pelo eterno rei da Luz [Zrwan]: Seth, Zoroastro, Buddha, Christos. As primitivas religiões foram verdadeiras enquanto puros líderes estavam nelas.
• A presente revelação, esta profecia desta última idade, veio para a Babilônia através de mim, Mani, para as outras escolas e para as outras heresias. Para cada uma delas eu mostrei que a sua própria sabedoria e suas escrituras é a verdade a qual eu desvelei e mostrei ao mundo.
• Há duas fontes do que vem à existência: Deus e a Matéria, Luz e a Escuridão, Bem e o Mal. A Luz é a árvore que dá bons frutos. A Matéria é uma árvore que dá maus frutos.
• Cristo é o Pai de todos os Mensageiros, é o Terapeuta das Almas – sua medicina são os seus preceitos.
• Meus pensamentos buscam teus segredos, minha intuição aspira os teus Misterios. Ó Senda da Verdade, vista-me em tua veste.
• Meu Senhor tinha indicado o grau dos Perfeitos e separou-os daqueles que estão no mundo. Ele deve tornar-se puro, ser frugal na dieta (não poluir com carne e sangue), jejuar.
Mestre Jesus, o Cristo proclamou um código de ética, fragmentos de textos de Mani sim, Mani era um verdadeiro gnóstico. O “Santo” Agostinho, um traidor.
Que mal há em ensinamento tão belo?
O mal de que, aos olhos da Igreja, nega a necessidade de intermediários para se alcançar o reino dos céus, e assim inutiliza a instituição Romana.
O mal de um ensinamento que considera “Seth, Zoroastro, Buddha, Christos” irmãos em sabedoria.
O mal de continuar o ensinamento gnóstico de que o deus criador da matéria é apenas o demiurgo, um ‘deus’ arrogante. E não a luz celeste, que está muito além. Na Unidade invisível e inefável.
Assim, Agostinho cumpriu sua função, e os combateu.Enquanto isso outra batalha era travada. Agostinho escrevia tratados e tratados sobre o que é deus, seus atributos e qualidades (como se alguém pudesse definir a “natureza de deus”). Paginas e páginas de deus é isso, deus é aquilo. A teologia afirmativa. A teologia dogmática.
Em contrapartida temos os neoplatônicos. Almas gnósticas que se revestiram de ‘filósofos’ pois aos olhos da igreja os filósofos não seriam atacados. Assim, Proclo, Pseudo Dionísio, Plotino... ensinavam gnosticismo revestido de linguagem platônica. (bem, não era Platão um iniciado?)
Em contrapartida temos os curtos e profundos tratados desses neoplatônicos que ensinam que Deus não pode ser conceituado, apenas vivenciado, que ensinam tudo que deus ‘não é’, e não seus atributos e qualidades. (por isso foram chamados de teólogos negativos, por ensinarem o que não é deus, e deus não é conceituação)

Deixemos Plotino¹ e Jâmblico² ensinar:
“O Uno é todas as coisas e nenhuma delas.A Unidade é uma fonte sem origem.Nos planos sutis cada ser constitui uma parte do Todo. Retira-te em ti mesmo e contempla. A contemplação é o fim da ação. Jamais olho algum contemplará o Sol sem tornar-se semelhante ao Sol, nem alma alguma verá a Beleza sem ser bela. Que todo ser se torne divino e belo se quer contemplar o Uno e a Beleza.A beleza da alma é a virtude.Há uma beleza de ordem superior, não visível aos olhos corporais, mas somente manifesta através dos olhos superiores da alma. Sem um despertar da letargia natural não é possível para alguém aplicar-se aos belos e nobres estudos, nem aprender o mais elevado. É necessário uma preparação: reflexão sobre as virtudes (elas despertam nosso desejo para o bem). E também o uso de máximas (penetrar no seu conteúdo).Sabedoria é diferente de conhecimento. A Sabedoria ultrapassa o intelecto (através da intuição contempla).
A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo. Tudo o que existe procede da Causa primeira. Todo o múltiplo participa de alguma maneira da Unidade. O Bem é idêntico ao Uno. Quão diferente isto era dos tratados e tratados de Agostinho. E seus ataques aos gnósticos.


Pelágius³, um outro gnóstico (se pudermos chamar assim) também foi extremamente prejudicado por Agostinho. Este é Pelagius, um cristão-celta. Um cristão que havia bebido dos ensinamentos que chegaram à Bretanha com os outros discípulos. Pelágius ensinava que não havia pecado original (idéia muito recorrente naquele ‘início de Idade Média).

Que Adão e Eva eram símbolos de como a humanidade ganhou a liberdade comendo da arvore da Gnosis. Pelágius enfatizava o livre arbítrio. Até poderia se dizer por influência da cultura celta que misturou-se com os primeiros gnósticos que lá chegaram. Essa tradição que enfatiza muito a questão do livre arbítrio e vê homens e mulheres como iguais.
Pelagius ensina e admira o cristianismo, mas diz que não só os cristãos são bons pois; " Se só os cristãos fossem bons, Deus não o seria, pois estaria negando ao resto da humanidade a liberdade de escolher o que é bom. Encontramos muitos pagãos bons e virtuosos.”Que pecado eram as palavras de Pelágius ao ver da Igreja de Roma!E a coisa só piorava. Pelágius era um homem extremamente culto, falava o grego e o latim, e viajava muito. Por um tempo estabeleceu-se em Roma, na mesma época em que Agostinho estava lá.
E para a tristeza de Agostinho, o ensinamento acessível e compreensível de Pelagius atraia mais estudantes do que as ‘teologias’ de Agostinho. Pelagius tinha se tornado mais popular que o próprio Agostinho. E isso não poderia passar em branco.Pelagius foi duramente perseguido e combatido por suas ideias nao se enquadrarem nos dogmas.Pelagius retorna à Gales, e, curiosiamente outro Agostinho, uns 200 anos depois, foi enviado pelo papa Gregório para a Bretanha com a missão de ‘converter os pagãos da Bretanha’. (e provavelmente destruir o cristianismo-celta e os resquicios da doutrina pelagiana)
Mal sabiam os católicos (ou não queriam saber) que a Bretanha já era cristã muito antes das regiões da Ásia e Roma serem cristãs.Pois os discípulos do Mestre Jesus, o Cristo ali haviam desembarcado com seu ensinamento gnóstico. Essa história de ‘o cristianismo chegou na Bretanha com Agostinho’ é história ‘para inglês ver’. Agostinho (o outro) chegou à Bretanha para destruir o cristianismo celta. Para destruir o cristianismo gnóstico. E parece que essa destruição foi levada bem a sério. Agostinho se uniu a um rei Saxão do sul da ilha e passou a influenciá-lo fortemente. Assim, a pedido de Agostinho, o mosteiro de Bagor, de monges cristãos-celtas, no norte de Gales, foi totalmente destruído, seus mais de 2 mil monges assassinados.Esse era o cristianismo chegando à Ilha da Bretanha.
O cristianismo que condenava as mulheres daquela região, tão acostumadas a viverem em igualdade e exercerem sacerdócio também, à uma vida submissa.O cristianismo dogmático de Agostinho (o primeiro) chegava ao refúgio celta dos primeiros gnósticos.Nas palavras de uma historiadora: “Há uma tradição em Gales que afirma que nos primeiros anos do séc I d.c. chegaram lá certos refugiados da Judéia.Esses refugiados foram recebidos por Arviragus (Caracatus), rei dos Bretões do Oeste e dos Silures. Eles foram temporariamente instalados em um colégio druídico. Arviragus lhes doou terras para construírem suas ‘eclésias’.
Não é necessário discorrer sobre a presença cristã pré-agostinho naquela região. As evidências são inúmeras. Assim, termino com exemplos do ensinamento de Pelagius (esse “herético”), para que possam novamente comparar e ver o que esse ‘santo’ agostinho combateu:"Pelagianismo".
Deus implantou em cada um a capacidade de atingir o mais elevado nível de virtude.Temos a capacidade de não agirmos compulsoriamente, nem de sermos levados pelos nossos desejos e quereres imediatos como são os animais.
Gostaríamos de ter apenas boas e amáveis emoções em nossos corações, e que os desejos maus fossem banidos, que tivéssemos as retas palavras sempre em nossos lábios e nunca pronunciar palavras maledicentes ou rudes. Que agíssemos sempre gentilmente e generosamente, nunca maltratando os outros.Mas se nossas emoções fossem sempre boas, palavras sempre corretas, ações sempre gentis, então nunca poderíamos aprender a diferença entre o bem e o mal.
Portanto, agradeçamos a deus que nos deu a capacidade de agir erroneamente e por essa razão deu-nos a liberdade de escolher o reto.Vamos inspecionar a nós mesmos com cuidado, observando nossas emoções que agitam nossos corações e os pensamentos que correm em nossas mentes.Vamos aprender a bondade do coração do próprio coração e a bondade da mente dela própria. A consciência é uma santidade natural. É o juiz das ações e segue a lei interior escrita por Deus na alma.
A história (alegórica) de Adão e Eva é na verdade a história de como a raça humana ganhou sua liberdade: por comer o fruto da arvore do conhecimento, Adão e Eva tornaram-se seres humanos maduros e responsáveis por suas ações.
A sociedade humana é como uma teia de aranha. Se você puxa um pequeno fio da teia, o formato de toda ela muda. Se más ações cessarem, o coração e a alma mudarão eventualmente. A pessoa não mais terá pensamentos nem emoções ruins, e ao contrario, sentirá amor e compaixão para com os outros.
Quando seguimos os passos de Cristo, o caminho vai se tornando difícil e irregular. No começo alcançamos muitas virtudes que são fáceis para nós, mas depois devemos obter outras que são muito mais difíceis. Seremos tentados a retroceder, mas isso significaria darmos as costas para Cristo.Uma vez começado o caminho, devemos continuar até atingirmos o fim que é o paraíso.
Não é preciso muito para ver que a santidade está entre aqueles combatidos por esse falso santo. Que belos ensinamentos os de mani, dos neoplatônicos e de Pelagius!!! Seu ‘defeito’ , serem semelhantes aos ensinamentos dos primitivos gnósticos.
E Simão o Mago, o discípulo de Jesus mais odiado pela Igreja (que criou histórias para desqualificá-lo) era chamado por ela própria de “Pai dos Gnósticos”.E a discípula que a igreja fez tanto esforço em queimar, Madalena, era uma das mais admiradas e respeitadas nos círculos gnósticos.
Enquanto isso Temos esse “Santo” que virou santo de tanto a mãe rezar para ele não queimar no inferno (que coisas horríveis deve ter feito!) Que traiu os maniqueus por questões de orgulho e poder. Que escreveu inúmeras páginas sobre o que é Deus (como se ele fosse capaz de dizer), destruindo a contemplação mistica. Que causou indiretamente a morte de milhares de monges cristão-celtas e a ruína do cristianismo gnóstico na Bretanha.
Muitas palavras de Agostinho são belas, mas há coisas mais belas para se ler. O ‘santo’ Agostinho tem em suas costas o titulo de traidor...
1) - Plotino, (205- 270), Natural de Licopólis, Egito, foi discípulo de Amônio Sacas por 11 anos e mestre de Porfírio, que nos legou seus ensinamentos em seis livros de nove capítulos cada chamados de As Enéadas.
2) - Jâmblico, nasceu em Cálcia, na Síria, em meados do século III. Estudou a magia dos caldeus, a filosofia de Pitágoras, de Platão, de Aristótelese de Plotino.Ao tomar contato com o Neoplatonismo, viajou para Roma para estudar com Porfírio.
3) Pélagius, monge bretão, 350- 423. Nasceu na Grã-Bretanha. Estabeleceu-se em Roma por volta de 405, depois viajou para África do Norte, continuou a viagem até a Palestina e escreveu dois livros sobre o pecado, o livre-arbítrio e a graça, Da natureza e Do livre-arbítrio.