Budismo é a tradição formada a partir das práticas ensinadas por Sidarta Gautama 563 ou 623 a.C. em Lumbini, Nepal, na época Índia, conhecido como Buda Shakyamuni "sábio dos Shakyas", é a figura-chave do budismo há pelo menos 2.500 anos.

De acordo com a Tradição Hindu, Buda é um Avatar de Vishnu (Deus Supremo), baseados nas escrituras Upanishads, Vishnu e Bhagavad Purana. A palavra Buda vem de Bodh, que significa despertar.

Ao despertar, se iluminar Buda pensa que isso não poderia ser compartilhado, porém Brahma teria solicitado que ele ensinasse o que havia conquistado, porque alguns seres poderiam reconhecer o que ele reconheceu.

Os ensinamentos atribuídos a Gautama foram repassados através da tradição oral, ensina as Quatro Nobres Verdades e o Nobre Caminho Óctuplo. A prática central de quase todas as linhas budistas é a meditação, método e resultado para uma familiarização e entendimento sobre a própria mente, práticas para controle do ego, e o despertar para iluminação. Buda dizia que seu ensinamento ia contra o sistema, ao contrariar os infinitos desejos egoístas do homem, "Atingi esta Verdade que é profunda, difícil de ver, difícil de compreender, compreensível somente aos sábios, os homens submetidos pelas paixões e cegos pela obscuridade não podem ver essa Verdade, que vai contra o sistema, porque é sublime, profunda, sútil e difícil de compreender". A filosofia sobre o caminho e os resultados variam conforme a escola.

A transmissão do Dharma do Buddha no Tibet ocorreu em dois períodos principais. Houve a primeira difusão do Dharma, por volta de 600 d.C, que foi imensamente potencializada, pelo Guru Rinpoche Padmasambhava. Essa primeira propagação do Dharma no Tibet, das traduções das escrituras em sânscrito para a língua tibetana, e ensinamentos e transmissões dadas por Guru Rinpoche, veio a formar a “Antiga Tradição” (tib. nyingma), Escola Nyingma.

Outros Mestres da Índia como o Pandita Atisha e o tibetano Tsongkapha vieram posteriormente ensinar no Tibet e formaram os pilares da segunda propagação do Dharma no Tibet, e que deu origem a “Nova Tradição” (tib. sar ma) através das Escolas Gelug. As escolas do budismo tibetano, baseadas nas transmissões das escrituras indianas para o platô tibetano, são achadas tradicionalmente no Tibet, Butão, norte da Índia, Nepal, Mongólia.

A maioria dos praticantes nesses países podem ser classificados como vajrayanas, que é um conjunto de escolas budistas esotéricas. A Tradição Vajrayana, é a fonte conhecida para se praticar o budismo original indiano, que foi praticamente erradicado de onde se originou, utiliza meios hábeis como o caminho acelerado possibilitando a iluminação. O nome vem do sânscrito e significa "veículo de diamante", possuem como modelo principal a figura do Lama. O objetivo da prática é se tornar um Bodhisattva.

Se você está numa praia e enche a mão de areia.
Esse tanto de areia em relação à areia da praia é a proporção de felizardos que têm contato direto com os ensinamentos budistas.
Se você abre a mão e deixa cair a areia, os grãos que sobram são os que estão envolvidos com a escola Mahayana.
Depois de bater as mãos para tirar a areia que resta, não sobra quase nada.
Esses últimos grãos, que quase não se vê, são os estudantes do budismo Vajrayana, raros e preciosos.

Ser budista.

Tenha confiança em seu próprio potencial espiritual, em sua habilidade de encontrar seu próprio caminho único.

Aprenda com outros resolutamente e use o que julgar útil, mas também aprenda a confiar em sua própria sabedoria interior.

Tenha coragem. Esteja desperto e consciente.

Lembre-se que o budismo não é sobre ser budista, ou seja, obter uma nova etiqueta de identidade.

Nem é sobre colecionar conhecimentos cerebrais, práticas e técnicas.

De maneira última, é sobre abandonar todas as formas e conceitos, se tornar livre e despertar.

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Gnose, tem por origem etimológica o termo grego "gnosis", que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental.


A palavra "Gnosis" geralmente é traduzida por "conhecimento", mas a Gnose não é, primordialmente, um conhecimento racional; a língua grega distingue entre o conhecimento científico (ele conhece matemática) e, reflexivo (ele se conhece), experiência que é Gnose, percepção direta daquilo que é, percepção interior, um processo intuitivo de conhecer-se a si mesmo.

A Sabedoria ultrapassa o intelecto, através da intuição, contempla. A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo.

Gnose é usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna, maravilhosa, pela via do coração.


Gnose é uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Nós Gnósticos usamos de explicações metafísicas e 'mitologicas' para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixamos de relacionar esse mundo externo e mitologico a processos internos que ocorrem no homem. Hoje a palavra mito, significa alguma coisa inveridica, irreal ou ficticia. Entretanto ela deriva do vocábulo grego mythos, que em seu uso original significa uma explicação da realidade que lhe confere significado.

GNOSTICISMO: Movimento que provavelmente se originou-se na Ásia Menor. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Índia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos do Helenismo, Zoroastrismo, do Hermetismo, do Hinduísmo, do Budismo Tibetano, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo primitivo. Possuíam uma linguagem técnica característica e ênfase na busca da sintonia interior com essa Gnosis, essa Sabedoria Divina, sem intermediários, um conhecimento do Divino por experiência própria.

Enquanto existir uma luz na individualidade mais recôndita da natureza humana, enquanto existirem homens e mulheres que se sintam semelhantes a essa luz, sempre haverá Gnósticos no mundo


"Não escrevo para aqueles que estão imbuídos de preconceitos, que compreendem e sabem tudo, mas que no entanto não Sabem nada, pois eles já estão satisfeitos e ricos, mas sim para os simples como eu, e assim me alegro com meus semelhantes."

Jacob Boehme




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Sagrado Tibet e a ação do mal no mundo.



Em recente perenigração ao Tibet constatei quase todos os eventos tratados neste artigo. O Potala, que era o símbolo dessa capital e fez sonhar gerações de exploradores, não foi fisicamente destruído. Mas a orgulhosa cidadela branca e vermelha viu-se afogada no meio de construções horríveis e a capital sagrada do budismo tibetano, completamente desfigurada.

Quando o Tibet ainda era um país livre, muito antes de chegar a Lhasa, o viajante avistava de longe o majestoso palácio. Hoje, dá de cara com uma sucessão de barracões militares, câmeras de monitoramento, dezenas de check-points da polícia e do exército de ocupação chinês, hangares de cimento, conjuntos habitacionais e construções medonhas.



Invadido e ocupado pela China em 1949, o país independente do Tibet  foi forçado a enfrentar a perda do direto a vida livre que vem da invasão militar, e, logo depois, a perda de liberdades universais que resultou da ideologia comunista e seus programas, tais como a Revolução Cultural Comunista (1966 -76). 

No entanto, é errado acreditar que o pior já passou. O destino da identidade nacional, cultural e religiosa única do Tibete está seriamente ameaçada e manipulada pelos chineses.

A política de ocupação e opressão da China resultou em nada mais nada menos que a destruição da independência nacional, da cultura do Tibet, da religião,do meio ambiente e dos direitos humanos universais de seu povo. Na imposição dessa destruição a China quebra as leis internacionais com frequência e impunidade.

Independência Nacional

Com uma história escrita de mais de 2.000 anos, o Tibet existiu como um Estado soberano independente antes da invasão e domínio chinês. Mas não tendo representação nas Nações Unidas, o mundo, em grande parte, permitiu a ocupação e destruição promovidas pela China. 

Cultura e religião

A destruição implacável da religião no Tibet viu a morte de mais de 6.000 mosteiros e inúmeros artefatos religiosos. Ainda hoje, a China vê a religião tibetana e sua cultura como a principais ameaças para a liderança do Partido Comunista. O Terceiro Fórum de Trabalho da China sobre o Tibete em 1994 e do IV Fórum de Trabalho em 2001 pediram uma série de medidas para acabar com os vestígios da religião tibetana.

Denunciando líderes espirituais do Tibete

Forçados a renunciar a Sua Santidade, o Dalai Lama e o Panchen Lama reconhecido por ele, os tibetanos devem jurar fidelidade ao governo comunista chinês. Não fazer isso pode resultar em prisão ou outras formas de punição. Possuir uma imagem de Sua Santidade o Dalai Lama é ilegal hoje no Tibet.

Desde maio de 2005 Pequim intensificou os seus esforços para atacar a pessoa de Sua Santidade o Dalai Lama, declarando uma "luta até a morte" luta contra ele. 

Em julho de 2007 um novo regulamento foi introduzido, segundo a qual todos os lamas reencarnados ou tulkus deve ter a "aprovação do estado". Para além de usurpar o poder de reconhecer os valores espirituais tibetanos, Pequim espera por meio da aplicação do presente regulamento, governar a terra e o povo do Tibete através de lamas ou tulkus "patrocinados pelo Estado."

Transferência de População

A transferência de chineses para o Tibet nos últimos anos, tem feito os tibetanos se tornarem uma minoria em sua própria terra. Hoje os seis milhões de tibetanos são um número bem menor do que os imigrantes chineses, que recebem tratamento preferencial na educação, empregos e nas empresas privadas.Tibetanos, por outro lado, são tratados como cidadãos de segunda classe em seu próprio país.

Sob o pretexto de desenvolvimento econômico e social, Pequim incentiva a migração da população chinesa para o Tibet, marginalizando os tibetanos nas esferas econômicas, educacionais, políticas e sociais.


A linha ferroviária entre Gormo e Lhasa, que foi oficialmente inaugurado em julho de 2006, deu um novo impulso a esta política viciosa de inundar o Tibet com imigrantes chineses, e, assim, tornando-se demograficamente impossível para os tibetanos a levantar-se, como no caso da Mongólia Interior e Xinjiang. Estima-se que a estrada de ferro traz cerca de 5.000 a 6.000 chineses para Lhasa todos os dias. Destes, 2.000 a 3.000 retornam às suas casas na China e o resto deles se estabelece no Tibet indefinidamente. Se esta tendência continuar, não vai demorar muito para o que a "solução final" de Pequim para a questão do Tibet terá alcançado seu objetivo desejado.

Educação


A ocupação chinesa do Tibet tem visto a língua tibetana superada pela dos chineses. O governo está reprimindo a cultura tibetana. Sistema de educação do Tibet, é inteiramente controlado pelos chineses e sua ideologia comunista, é voltado para atender as necessidades dos imigrantes chineses. Estudantes tibetanos também sofrem com taxas proibitivas e discriminatórias e instalações inadequadas em áreas rurais.

A destituição de educação significativa em sua própria pátria forçou mais de 10.000 crianças e jovens tibetanos a fugir para a Índia, em perigosa e arriscada travessia dos himalaias, onde a comunidade tibetana no exílio lhes oferece oportunidades educacionais inimagináveis no Tibet. 

Os registros do Centro de Recepção tibetano em Dharamsala revelam que, de 1991 a junho de 2004, o Centro foi o anfitrião de um total de 43.634 recém-chegados do Tibete. Destes, 59,75% foram consideradas as crianças (com idade inferior a 13) e jovens (com idade entre 13 e 25). Só em 2006, cerca de 2.445 tibetanos recém-chegados foram recebidos no Centro, a maioria dos quais são crianças abaixo de 18 anos de idade. 

O único propósito do grande número de jovens tibetanos que fogem do seu país tal,  é obter uma educação religiosa e secular decente em um país longe de casa, se arriscam numa viagem traiçoeira através dos Himalaias.



Nos mosteiros, "equipes de trabalho chinesas" estão sendo enviadas para "reeducar"a força os monges e monjas em suas crenças políticas e religiosas. Seus métodos são semelhantes às impostas durante a Revolução Cultural Comunista. O "bater duro" da campanha, entre 1996 e 1998 viu 492 monges e monjas presos e 9.997 expulsos de suas instituições religiosas.

A chegada de Zhang Qingli no comando no "TAR", em maio de 2006 gerou a campanha de "reeducação patriótica" sendo expandida a partir dos limites dos mosteiros e conventos para abranger a população em geral no Tibet, incluindo escolas. A ideia principal desta campanha é a re-orientar a fé e crença religiosa do povo tibetano, exigindo a sua oposição a Sua Santidade o Dalai Lama.

DIREITOS HUMANOS

Até o final de 1998, a República Popular da China assinou três convênios que compõem a Carta Internacional dos Direitos Humanos, mas ainda está longe de aplicação destas no mercado interno e no Tibet. Abusos dos direitos individuais e coletivos continuam a desafiar o povo tibetano e a sobrevivência futura da sua identidade cultural única.


Um caso em questão é o incidente Nangpa La 30 de setembro de 2006, que custou duas vidas tibetanas e a prisão de cerca de 30 tibetanos, incluindo 14 crianças. Não só este incidente mostra a violações dos direitos humanos ocorridas no Tibet, mas também a impunidade com que a polícia de fronteira chinesa comete esses abusos de direitos. Após esta tragédia, o Bureaus de Segurança Pública (SPR) no "TAR" foram instruídos a coibir as travessias ilegais durante o primeiro semestre de 2007, chamando-o de  "mão pesada" a campanha contra o separatismo para garantir a estabilidade na região. Como resultado, o patrulhamento de fronteira foi reforçado e métodos rigorosos são empregados para evitar qualquer tibetano de escapar da repressão.

A Administração Central Tibetana solenemente sustenta que o tratamento do governo chinês aos   tibetanos no Tibet é uma violação dos direitos à vida, à liberdade e à segurança e à liberdade de expressão, de religião, cultura e educação. 

Hoje, no Tibet

Qualquer expressão de opinião contrária à ideologia do Partido Comunista chinês pode resultar em prisão;

O governo chinês tem vigiado e monitorado sistematicamente as instituições religiosas em uma tentativa de erradicar a fidelidade a Sua Santidade, o Dalai Lama, o nacionalismo tibetano e qualquer dissensão;

Tibetanos estão sujeitos a prisões e detenções arbitrárias;

Aos presos são muitas vezes negadas representação legal e os processos judiciais chineses não cumprem as normas internacionais;

Tortura ainda prevalece nas prisões chinesas e centros de detenção, apesar de ser, violação da Convenção das Nações Unidas contra a Tortura;

Devido às dificuldades de subsistência, instalações inadequadas e medidas discriminatórias, muitas crianças tibetanas não têm acesso aos cuidados de saúde e educação adequada;

A taxa de prisão por motivos políticos é muito maior do que em outras áreas sob o domínio chinês;

As crianças não estão isentas de repressão da liberdade de expressão na China. Há prisioneiros políticos tibetanos com idade inferior a 18 anos, e os monges e monjas crianças são consistentemente expulsos de suas instituições religiosas.

Desaparecimentos forçados, onde uma pessoa está sob custódia e os detalhes de sua detenção não são divulgados, continuam a ocorrer;

Gedhun Choekyi Nyima, reconhecido por Sua Santidade o Dalai Lama como o 11º Panchen Lama, está desaparecido desde 1995;



Mais de 70 por cento dos tibetanos no Tibet agora vivem abaixo da linha de pobreza;

Milhares de tibetanos continuam a fugir de sua terra natal em busca de liberdade, sustento e educação na comunidade de exilados, onde o governo indiano dá facilidades que o governo chinês não permite sequer pensar, muito menos fornecer.

Pressão internacional contínua é essencial no sentido de incentivar o governo chinês a respeitar os regulamentos dos convênios de direitos humanos. 

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As prisões no Tibete estão cheias de presos políticos.
Muitos estão cumprindo sentenças de longo prazo por manifestar as suas opiniões sobre a situação em seu país, o envio de e-mails para o mundo exterior ou imprimir literatura ilegal.
'Confissões' são muitas vezes obtidas através de tortura e os "julgamentos" acontecem em segredo.
Enquanto o número  de presos esta na casa dos milhares, sem o devido processo legal, sem direito a defesa, sem advogado, o número exato dee presos é desconhecido, muitas pessoas simplesmente desaparecem.

MEIO AMBIENTE

Situado no coração da Ásia, o Tibet é uma das regiões mais ambientalmente estratégicas e sensíveis do mundo. Tibetanos vivem em harmonia com a natureza, guiado por sua crença budista na interdependência de ambos os elementos vivos e não-vivos da Terra. 

No entanto, com a invasão do Tibet, a ideologia comunista chinesa, materialista, espezinhada esta atitude favorável à natureza do povo tibetano.

Os últimos 50 anos viram a destruição ambiental generalizada, resultantes do desmatamento, a erosão do solo, extinção de animais selvagens, o sobre-pastoreio, a mineração descontrolada e resíduos nucleares. Hoje, os chineses continuam a extrair vários recursos naturais, muitas vezes com o apoio externo, sem quaisquer salvaguardas ambientais e, conseqüentemente, o Tibet está enfrentando uma crise ambiental, as ramificações dos quais são sentidas muito além de suas fronteiras.


Desmatamento

O Tibet possui alguns dos melhores reservas florestais de qualidade do mundo. Tendo centenas de anos para crescer, muitas árvores estão 90 pés de altura, com um perímetro de 5 metros ou mais. 

Da China "desenvolvimentista" e planos de "modernização" para o Tibet estão vendo estas florestas indiscriminadamente destruídas. Em 1959, 25,2 milhões de hectares de florestas existiam no Tibete, mas em 1985 os chineses tinham reduzido as florestas para 13,57 milhões de hectares. 

Mais de 46 por cento da florestas do Tibet foram destruída e, em algumas áreas este número é tão alto, beira 80 por cento. Entre 1959 e 1985, os chineses retiraram US $ 54 bilhões em madeira do Tibet. O desmatamento, e os programas de reflorestamento inadequados, tem um profundo efeito sobre a vida selvagem e leva a erosão do solo e inundações nos países vizinhos, incluindo a própria China.

Erosão do solo e inundações

Desmatamento maciço, mineração e agricultura desenfreada intensificaram levaram ao aumento da erosão do solo e assoreamento de alguns dos mais importantes rios da Ásia. O assoreamento do Mekong, Yangtse, Indus, Salween e rios Amarelo causam grandes inundações, tais como os da Ásia tem experimentado nos últimos anos. Este, por sua vez, provoca deslizamentos de terra e reduz o potencial de terras agrícolas, afetando a metade da população mundial.

Efeitos do Clima Global

Os cientistas observaram uma correlação entre a vegetação natural, do planalto tibetano e da estabilidade das monções, que é indispensável para o sul da Ásia. Os cientistas também mostraram que o ambiente do platô tibetano, estão relacionados com a causa de tufões do Pacífico e do fenômeno El Niño, que teve efeitos ambientais adversos a nível mundial.

Extinção da vida selvagem

Em 1901, Sua Santidade o 13º Dalai Lama emitiu um decreto que proíbe a caça de animais silvestres no Tibet. Infelizmente, os chineses não aplicaram restrições semelhantes e, em vez de preservar espécies ameaçadas, está encorajando ativamente a destruição. Há pelo menos 81 espécies ameaçadas de extinção no Planalto Tibetano dos quais 39 são mamíferos, 37 aves, quatro anfíbios e um réptil.

Mineração Descontrolada

Extração de bórax, cromo, cobre, ouro e urânio está sendo realizado vigorosamente pelo governo chinês como um meio de fornecer matérias-primas para o crescimento industrial. Sete dos 15 minerais essenciais da China, são esperados para esgotarem dentro de uma década e, consequentemente, a extração de minerais no Tibet aumenta de forma rápida e não regulamentada.

Se espera que a nova linha ferroviária para Lhasa proporcione meios mais fáceis de exploração dos enormes recursos naturais do Tibet. 

Uma pesquisa realizada pela China Geological Survey (CGS), órgão responsável pela exploração mineral no âmbito do Ministério da Terra e Recursos, revela que os geólogos descobriram 600 novos locais de depósitos de cobre, ferro, chumbo e minério de zinco ao longo do eixo deste linha ferroviária. A pesquisa afirma ainda que, se estes forem explorados, poderia atender às demandas da China por recursos minerais. Zhuang Yuxun, diretor do Departamento de Investigação Geológica do CGS, indicou que "a nova oferta [desses recursos] pode chegar ao mercado em dois ou três anos", como "os locais das reservas recém-descobertas estão perto do ferroviário »Qinghai-Tibet '".

O aumento da atividade de mineração reduz ainda mais a cobertura vegetal e, assim, aumenta o perigo de deslizamentos graves, massiva erosão do solo, perda de habitat da vida selvagem e da poluição de córregos e rios.

Lixo Nuclear Dumping

Uma vez que o Tibet é um Estado-tampão pacífico entre Índia e China, o Tibet foi militarizado, a ponto de manter pelo menos 500.000 tropas chinesas e até um quarto do arsenal nuclear da China.



Os chineses trouxeram sua primeira arma nuclear para o planalto tibetano, em 1971. Hoje em dia, parece que os chineses estão usando o Tibet como uma lixeira para o seus resíduos nucleares. 

Mortes misteriosas de tibetanos e gado que residem perto de instalações nucleares da China têm sido relatados, como também têm aumentos de câncer e defeitos congênitos. Além disso, houve incidência de contaminação fluvial onde a população chinesa local foi oficialmente advertida contra o uso da água, mas os tibetanos locais não foram. China continua a controlar o planalto tibetano, sem qualquer respeito pela sua frágil ecologia ou para os habitantes legítimos da terra.

CUMPRA SEU PAPEL, COMO SER HUMANO, DENUNCIE DE TODAS AS MANEIRAS QUE PUDER A "AÇÃO DO MAL" PATROCINADA PELA CHINA NO TIBET, O MODO DE VIDA E DE POLITICA CHINÊS COMPROMETE A SOBREVIVÊNCIA DO PLANETA E DA HUMANIDADE.


É duvidoso que a China esteja disposta a se retirar do Tibet. As Nações Unidas e os principais líderes mundiais não têm o poder e o interesse de pressionar a China para que haja uma resolução justa do conflito. Portanto, apesar de contar com o apoio moral de pessoas no mundo inteiro, os tibetanos enfrentam uma grande luta para realizar seu sonho de soberania e independência nacional.




Tashi Delek! Namaste!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

No Silêncio

"Ainda não estamos em condição de abrir os olhos de nosso ânimo e contemplar a imperecível e inimaginável beleza do bem. 
Somente a verás quando aprenderdes a já não falar dela, porque a Gnosis do bem é tanto silêncio divino como o silenciar de todos os sentidos.
Quem uma vez a encontrou já não pode dar atenção a nenhuma outra coisa.
Quem uma vez a vislumbrou já não pode ter olhos nem ouvidos para outra coisa, porque até seu corpo participa da imobilidade. 
Porque enquanto todas as percepções e estímulos corpóreos desaparecem de sua consciência, ele permanece na quietude.”


(Hermes Trismegisto - Corpus Hermeticum)

O silenciar de todos os órgãos dos sentidos acontece concomitantemente com o participar do silêncio insondável da natureza fundamental.

Então, o ânimo, tal como Hermes o denomina, desperta.

Ele é a unidade entre a cabeça e o coração. O ânimo experimenta um repouso interior inabalável de grande intensidade.

Nesse silêncio, é inflamado um fogo em perfeita suavidade.

E a energia desse fogo brando nutre o inteiro sistema corporal, a fim de que o silêncio recém-nascido, a paz interior, seja fortalecida.

Assim, nosso inteiro ser torna-se maduro para perceber a voz do silêncio.

O dilema do Eu

A ausência de auto-importância é a marca de uma pessoa realmente estudiosa, culta e sábia. 

Mas esta frase também se presta à interpretação de: "O estudo conduz à disciplina", não uma disciplina imposta externamente por livros sagrados ou outra autoridade. 

Do ponto de vista espiritual, todo estudo deve ser um processo de aprendizagem e não uma absorção de idéias de outras pessoas, de memorizar passagens e acumular informações. 

A aprendizagem deve fazer surgir uma mudança interior e um crescimento do entendimento.

Se o estudo não conduz à pureza do altruísmo, não há verdadeira aprendizagem. 

O sentimento de unidade fortalece atitudes compreensivas e piedosas e nos impede de fazer certos tipos de ações. 

Quando a unidade é sentida, é possível ferir outrem? Ações prejudiciais são impossíveis para quem é sensível à verdade da unidade. .

Muitas pessoas, especialmente nos países ocidentais, não gostam da palavra "disciplina". Sentem que ela é uma invasão à sua liberdade. 

No Oriente, onde as pessoas aceitam a idéia de uma vida disciplinada, os deveres são cumpridos como parte de uma rotina natural e não se dá muita atenção aos relacionamentos. 

Entretanto, nesta era da informação, ambas as sociedades, ocidentais e orientais, encontram-se caóticas, com o crescente aumento da indisciplina do egoísmo.

Procurar conhecimento avançado, mas ignorar a necessidade de disciplina é uma forma de ignorância. 

O conhecimento brota do interior, do Eu, que é um estado de Conhecimento ou Sabedoria. 

Mas para que esse Conhecimento se manifeste, o que é chamado de personalidade ou eu inferior deve ser disciplinado e subordinado ao verdadeiro Eu. 

A personalidade muitas vezes foi comparada a cavalos indóceis e a macacos agitados. Se permitirmos que ela assuma o controle, irá afastar-nos do conhecimento. Mas com disciplina, ela aprenderá a servir ao Mestre interior.

A instrução que conduz à Sabedoria Divina não pode ser obtida a menos que certas condições sejam preenchidas e rigorosamente cumpridas durante anos de estudo. Verdadeiros instrutores espirituais não aceitam discípulos que relutam em cumprir as condições necessárias.

Há uma lista do que se chama, meios mais eficientes de atingir o verdadeiro conhecimento e preparar-se para o recebimento da sabedoria superior: meditação, abstinência, prática de deveres morais, pensamentos benévolos, boas ações e palavras amáveis, boa vontade com tudo e completo esquecimento do eu. 

Quaisquer dessas orientações posta em prática toma a consciência do estudante muito mais receptiva e sensitiva. Aí então, toda instrução recebida de um instrutor ou de uma fonte externa é assimilada e transforma-se em ensinamento que damos a nós mesmos. É o mesmo que nossa natureza-sabedoria nos diz. 

Nenhuma disciplina é eficaz se não surgir de nossa própria intuição, compreensão e estudo.

Muitos ensinamentos importantes são bastante simples, mas as pessoas preferem desconsiderá-los. Por exemplo, o ensinamento sobre a não-violência é conhecido pelos cristãos que foram advertidos "não resistais ao mal"; a disciplina budista proíbe fazer dano; outras religiões também apoiam o princípio da não-violência. 

Mas muitos interpretam estas instruções conforme sua conveniência e, portanto, suas práticas religiosas não conseguem transformá-los. Somente adotando uma maneira de vida que acalme o cérebro e a mente e conduza à lucidez da percepção, pode a instrução teórica tornar-se verdadeiro conhecimento.

Como dissemos, o sério estudo sobre a unidade da vida elimina a atividade agitada e prejudicial. Da mesma forma, o estudo da lei de causa e efeito, se seriamente buscado, causará uma mudança em nossas vidas e irá conduzir-nos a um estado de paz e harmonia. 

Compreender a lei de causa e efeito significa abster-se de toda espécie de maldade e ter cuidado para que as influências que recebemos sejam boas e úteis. 

A última condição é o completo esquecimento do eu , não acontecerá de um momento para outro, mas quando os outros pontos forem atingidos, o eu inferior será controlado e a mente irá tornar-se humilde e naturalmente disciplinada e desta forma aberta à Sabedoria superior.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Da lama nasce a flor de lótus"

Om Mani Padme Hum - Significa "Da lama nasce Uma flor de Lotus"
Om mani padme hum significa "da lama nasce a flor de lótus" é um dos mantras do budismo; o mantra de seis sílabas do Bodisatva da compaixão: Avalokiteshvara. De origem indiana, de lá foi para o Tibet.
O Dalai Lama é tido como uma emanação de Chenrezig (Avalokiteshvara), por isso o mantra é especialmente entoado por seus praticantes e é comumente esculpido e pintado em rochas.
É o mantra mais entoado pelos budistas tibetanos.
Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.
Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.
Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.
Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.
Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.
Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.

Tashi delek བཀྲ་ ཤིས་ བདེ་ ལེགས Que absolutamente todos os Seres Sencientes possam se beneficiar destes ensinamentos.

QUALQUER SEMELHANÇA COM OS DIAS ATUAIS NÃO É MERA COINCIDÊNCIA.

Escrituras como o Mahabharata e o Bhagavata Purana apresentam Kali Yuga como uma era de crescente degradação humana, cultural, social, material, ambiental e espiritual, sendo simbolicamente referida como Idade das Trevas porque nela as pessoas estão tão longe quanto possível de Deus.

Kali Yuga, sânscrito: कलियुग, "Idade do Demônio Kali ou Idade do Vício ou do Ferro é um período que aparece nas escrituras hindus. É a última das quatro etapas que o mundo atravessa; sendo as demais: Satya Yuga, Treta Yuga e Dwapara Yuga.
A era de Kali Yuga é também denominada a Era de Ferro. Kali Yuga iniciou no final da vida corpórea de Krishna (aproximadamente 5.100 anos atrás).
O Kali Yuga que agora reina sobre o Oriente e Ocidente.
"Haverá monarcas (governos) contemporâneos reinando sobre a terra, reis (governantes) de espírito mau e caráter violento, votados a mentira e à perversidade.
Farão matar mulheres, crianças e animais; apoderar-se-ão dos bens de seus súditos; terão um poder limitado...suas vidas serão curtas, seus desejos insaciáveis...
Gente de vários países, unindo-se a eles, seguirão o seu exemplo.
A riqueza e a piedade diminuirão dia-a-dia até que o mundo se depravará por completo...
A classe (o valor) será conferida unicamente pelos haveres, posses; a riqueza será a única fonte de devoção; a paixão o único laço de união entre os sexos; a falsidade o único fator de êxito nos litígios; e as mulheres serão usadas como objeto de satisfação puramente sensual...
A aparência externa será o único distintivo das diversas ordens de vida; a falta de honestidade o meio universal de subsistência; a fraqueza a causa da dependência; a liberdade valerá como devoção; o homem que for rico será reputado puro; o consentimento mútuo substituirá o casamento; os ricos trajes constituirão a dignidade...
Reinará o que for mais forte... o povo, não podendo suportar os pesados ônus, buscará refúgio nos vales...
Assim na Idade kali a decadência prosseguirá sem detença, até que a raça humana se aproxime de seu aniquilamento.
Quando... O fim da Idade Kali estiver perto, descerá sobre a terra uma parte daquele Ser Divino que existe por sua própria natureza espiritual
Ele restabelecerá a justiça sobre a terra; e as mentes dos que viverem até o fim do Kali Yuga serão despertadas, e serão tão diáfanas como o cristal
Os homens assim transformados... serão como sementes de seres humanos, e darão nascimento a uma raça que seguirá as leis da Idade Krita (ou idade de Pureza).
Chegará então nossa tão esperada"
ERA DE LUZ.

"Os fins não justificam os meios."

"Os fins não justificam os meios."
O fim nunca justificará os meios utilizados para conquistá-lo.
Os meios ou instrumentos escolhidos para conquistar objetivos determinados revelam a natureza de quem os escolheu tanto quanto o próprio objetivo pretendido.

A qualidade do caminho trilhado (pureza de propósitos e motivos) é infinitamente mais importante do que o fim desse, é a maneira com que você escolhe andar pela trilha da vida o que justifica aonde você chegará, que tipo de pessoas se associarão a você e, também, as diversas vicissitudes que tentarão avisar você de excessos que seriam contrários ao plano maior em que tudo se desenvolve.
Sim, há um plano maior! Ainda que nós não saibamos enunciá-lo ou explicá-lo, nada disso o torna menos real.

Bhagavad-Gita भगवद्गीता, "Canção de Deus".

Sabe que Atman* assemelha-se a uma carruagem atrelada: 
o corpo é a própria carruagem,
a consciência é o cocheiro, 
a inteligência, as rédeas;
as faculdades sensoriais são os cavalos
e o mundo objetivo percebido é o caminho.

O ser ligado aos sentidos e à inteligência, os sábios o chamam «aquele que está na volúpia», aquele que não possui a justa compreensão, que não faz de sua consciência o cocheiro de sua carruagem, que não pode dominar seus cavalos selvagens.
Aquele que, ao contrário, conduz corretamente seus cavalos e os domina com sua inteligência, esse alcança a meta de sua viagem: o sublime trono de Vishnu.
Nos Upanishads, a doutrina secreta da Índia, encontra-se a idéia de que tudo deve estar a serviço "Daquele", o Deus supremo. O deus da morte mantém as almas atadas à roda do nascimento e da morte. Mas às almas evoluídas ele revela como podem escapar ao circuito para encontrar a passagem para o mundo divino.
Apesar palavra sânscrita Atman designa o Ser. Mas não se pode compreender o que é Atman nem pela educação, nem pelas oferendas, nem pela erudição.
Somente aquele que lhe libera interiormente o caminho pode compreender. Atman se revela a ele.
Mas aquele que não abandona os caminhos tortuosos da existência, aquele que não atinge a paz e o autodomínio, aquele cujo coração não é tranqüilo, esse jamais encontrará Atman porque lhe falta conhecimento e principalmente Sabedoria.

A máscara

Sendo um escudo protetor fabricado pelo homem para camuflar e proteger seu eu inferior, a máscara geralmente costuma ser negada pelas pessoas que não a conhecem ou não querem reconhecê-la, pois julgam-na cômoda.

Como o objetivo da máscara é justamente esconder as negatividades da natureza inferior, sem que haja a identificação e a retirada consciente dessa barreira, o trabalho de autotransformação não pode atingir a raiz do problema.
Mestre Jesus, o Cristo sempre condenou a falsidade e a hipocrisia, exemplificada no comportamento dos fariseus e levitas. Porém, os ensinamentos do Mestre não eram voltados exclusivamente para situações momentâneas de sua época, mas eram dirigidos a seus seguidores de todos os tempos.
Por isso, devemos buscar no âmago de nosso ser toda falsidade que por ventura possamos abrigar. Sabemos, no entanto, que a falsidade da máscara não é uma decisão consciente do indivíduo.
A máscara é um condicionamento arquivado nas profundezas do inconsciente, que vem à tona como uma reação a certas situações do cotidiano.
Antes que o indivíduo se dê conta já falou ou agiu de acordo com a sua programação inconsciente.
Hipocrisia é o ato de fingir o que uma pessoa não é, ou não sente, ou não crê. Em suas apresentações os atores gregos e romanos tinham o costume de usar grandes máscaras, munidos de dispositivos mecânicos para aumentar a força da voz. Assim, a palavra hipócrita (do grego hypokrites), veio a ser usada metaforicamente para descrever o fingimento, o disfarce ou a dissimulação que era representada em palco pelos atores.
A hipocrisia, é própria a todos quantos continuamente permanecem por trás das máscaras da falsidade em suas condutas teatrais.
Essa é uma das principais razões porque o indivíduo precisa de muita coragem, humildade e trabalho ingente para identificar a máscara, compreender que a proteção que oferece é efêmera e implica em altos custos para a saúde emocional e espiritual, e que deve ser retirada para que o indivíduo possa participar da vida de forma saudável, responsável e desperta.

Desfazendo Equívocos

Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.
Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.

Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.
Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.
Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.
Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.
Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.
Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.
Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.
Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.
Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.
Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.
Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.
Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.
Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.
Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.
Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.
Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.
Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.
Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.
Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.

Ajaan Brahmavamso