Budismo é a tradição formada a partir das práticas ensinadas por Sidarta Gautama 563 ou 623 a.C. em Lumbini, Nepal, na época Índia, conhecido como Buda Shakyamuni "sábio dos Shakyas", é a figura-chave do budismo há pelo menos 2.500 anos.

De acordo com a Tradição Hindu, Buda é um Avatar de Vishnu (Deus Supremo), baseados nas escrituras Upanishads, Vishnu e Bhagavad Purana. A palavra Buda vem de Bodh, que significa despertar.

Ao despertar, se iluminar Buda pensa que isso não poderia ser compartilhado, porém Brahma teria solicitado que ele ensinasse o que havia conquistado, porque alguns seres poderiam reconhecer o que ele reconheceu.

Os ensinamentos atribuídos a Gautama foram repassados através da tradição oral, ensina as Quatro Nobres Verdades e o Nobre Caminho Óctuplo. A prática central de quase todas as linhas budistas é a meditação, método e resultado para uma familiarização e entendimento sobre a própria mente, práticas para controle do ego, e o despertar para iluminação. Buda dizia que seu ensinamento ia contra o sistema, ao contrariar os infinitos desejos egoístas do homem, "Atingi esta Verdade que é profunda, difícil de ver, difícil de compreender, compreensível somente aos sábios, os homens submetidos pelas paixões e cegos pela obscuridade não podem ver essa Verdade, que vai contra o sistema, porque é sublime, profunda, sútil e difícil de compreender". A filosofia sobre o caminho e os resultados variam conforme a escola.

A transmissão do Dharma do Buddha no Tibet ocorreu em dois períodos principais. Houve a primeira difusão do Dharma, por volta de 600 d.C, que foi imensamente potencializada, pelo Guru Rinpoche Padmasambhava. Essa primeira propagação do Dharma no Tibet, das traduções das escrituras em sânscrito para a língua tibetana, e ensinamentos e transmissões dadas por Guru Rinpoche, veio a formar a “Antiga Tradição” (tib. nyingma), Escola Nyingma.

Outros Mestres da Índia como o Pandita Atisha e o tibetano Tsongkapha vieram posteriormente ensinar no Tibet e formaram os pilares da segunda propagação do Dharma no Tibet, e que deu origem a “Nova Tradição” (tib. sar ma) através das Escolas Gelug. As escolas do budismo tibetano, baseadas nas transmissões das escrituras indianas para o platô tibetano, são achadas tradicionalmente no Tibet, Butão, norte da Índia, Nepal, Mongólia.

A maioria dos praticantes nesses países podem ser classificados como vajrayanas, que é um conjunto de escolas budistas esotéricas. A Tradição Vajrayana, é a fonte conhecida para se praticar o budismo original indiano, que foi praticamente erradicado de onde se originou, utiliza meios hábeis como o caminho acelerado possibilitando a iluminação. O nome vem do sânscrito e significa "veículo de diamante", possuem como modelo principal a figura do Lama. O objetivo da prática é se tornar um Bodhisattva.

Se você está numa praia e enche a mão de areia.
Esse tanto de areia em relação à areia da praia é a proporção de felizardos que têm contato direto com os ensinamentos budistas.
Se você abre a mão e deixa cair a areia, os grãos que sobram são os que estão envolvidos com a escola Mahayana.
Depois de bater as mãos para tirar a areia que resta, não sobra quase nada.
Esses últimos grãos, que quase não se vê, são os estudantes do budismo Vajrayana, raros e preciosos.

Ser budista.

Tenha confiança em seu próprio potencial espiritual, em sua habilidade de encontrar seu próprio caminho único.

Aprenda com outros resolutamente e use o que julgar útil, mas também aprenda a confiar em sua própria sabedoria interior.

Tenha coragem. Esteja desperto e consciente.

Lembre-se que o budismo não é sobre ser budista, ou seja, obter uma nova etiqueta de identidade.

Nem é sobre colecionar conhecimentos cerebrais, práticas e técnicas.

De maneira última, é sobre abandonar todas as formas e conceitos, se tornar livre e despertar.

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Gnose, tem por origem etimológica o termo grego "gnosis", que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental.


A palavra "Gnosis" geralmente é traduzida por "conhecimento", mas a Gnose não é, primordialmente, um conhecimento racional; a língua grega distingue entre o conhecimento científico (ele conhece matemática) e, reflexivo (ele se conhece), experiência que é Gnose, percepção direta daquilo que é, percepção interior, um processo intuitivo de conhecer-se a si mesmo.

A Sabedoria ultrapassa o intelecto, através da intuição, contempla. A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo.

Gnose é usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna, maravilhosa, pela via do coração.


Gnose é uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Nós Gnósticos usamos de explicações metafísicas e 'mitologicas' para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixamos de relacionar esse mundo externo e mitologico a processos internos que ocorrem no homem. Hoje a palavra mito, significa alguma coisa inveridica, irreal ou ficticia. Entretanto ela deriva do vocábulo grego mythos, que em seu uso original significa uma explicação da realidade que lhe confere significado.

GNOSTICISMO: Movimento que provavelmente se originou-se na Ásia Menor. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Índia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos do Helenismo, Zoroastrismo, do Hermetismo, do Hinduísmo, do Budismo Tibetano, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo primitivo. Possuíam uma linguagem técnica característica e ênfase na busca da sintonia interior com essa Gnosis, essa Sabedoria Divina, sem intermediários, um conhecimento do Divino por experiência própria.

Enquanto existir uma luz na individualidade mais recôndita da natureza humana, enquanto existirem homens e mulheres que se sintam semelhantes a essa luz, sempre haverá Gnósticos no mundo


"Não escrevo para aqueles que estão imbuídos de preconceitos, que compreendem e sabem tudo, mas que no entanto não Sabem nada, pois eles já estão satisfeitos e ricos, mas sim para os simples como eu, e assim me alegro com meus semelhantes."

Jacob Boehme




quinta-feira, 28 de maio de 2015

Desperte, você está na Matrix !

Se você seguir o exemplo da maioria das pessoas desta era decadente, terminará sendo exatamente como elas: uma fraude perfeita.
Você vai gastar sua vida perseguindo o inalcançável.
Será como as crianças que estão tão ocupadas brincando que ficam indiferentes à fome, ao frio e não notam o dia passando; até que escurece, elas subitamente lembram de suas mães e começam a chorar. [...]
Qual o bem de se envolver em questões samsáricas?
Tudo no samsara está sujeito a reviravoltas constantes.
Milionários se tornam mendigos e mendigos se tornam milionários.
O que quer que aconteça, as pessoas nunca estão contentes, se elas conseguem um milhão, querem dois; se conseguem dois, querem três milhões. Como você algum dia ficará satisfeito desse jeito?
Há apenas uma coisa que você deve sentir que nunca é suficiente: sua prática do Dharma. Seja como um iaque que ao comer já está de olho onde há mais grama. Se você praticar assim, não se desapontará.
Se você realmente tentasse concretizar todos os seus desejos desta vida, jamais haveria tempo suficiente. Como é dito: “Todos esses planos são como jogos de crianças. Se os colocarmos em ação, nunca terão fim, mas se simplesmente os abandonarmos, eles terminam todos de uma só vez!”
Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibet, 1910 – Butão, 1991)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Kali Yuga - A era em que existimos.

No Bhagavata Purana, há uma lista de previsões e profecias sobre os tempos sombrios para a presente era de Kali Yuga. As 15  previsões, escritas há 5.000 anos pelo sábio Vedavyasa, são surpreendentes porque parecem tão precisas. 

-Religião, verdade, tolerância, misericórdia, duração da vida,  saúde, força física e a memória todos diminuirão de dia para dia devido à forte influência da era de Kali.

-Em Kali Yuga, a riqueza por si só, será considerada o sinal de bom nascimento de um homem, comportamento adequado e boas qualidades.
A lei e a justiça será aplicado somente sobre a base de poder da pessoa.

-Homens e mulheres vão viver juntos apenas por causa da atração superficial, e sucesso nos negócios dependerá do engano. Feminilidade e masculinidade serão julgados de acordo com sua experiência em sexo, e um homem será conhecido como um brâmane apenas vestindo um fio.

-Posição espiritual de uma pessoa será apurada apenas de acordo com símbolos externos, e com o mesmo fundamento as pessoas vão mudar de uma ordem espiritual para o próxima. Decoro de uma pessoa será seriamente questionada se ele não tiver uma boa vida. E um que é muito inteligente com malabarismo de palavras será considerado um erudito.

-Uma pessoa será julgada profana se ela não tem dinheiro, e hipocrisia será aceita como virtude. Casamentos serão organizados simplesmente por acordo verbal.

- Encher a barriga se tornará o objetivo da vida, e aquele que é audacioso será aceito como verdadeiro. Aquele que pode manter uma família será considerado como um homem perfeito, e os princípios da religião será observada apenas por uma questão de reputação.

-Como a terra torna-se  lotada com uma população corrupta, quem quer que entre qualquer uma das classes sociais, mostra ser o mais forte vai ganhar poder político.

-Assediado por impostos excessivos e fome, as pessoas vão recorrer a comer folhas, raízes, carne, mel silvestre, frutas, flores e sementes. Golpeado pela seca, elas se tornarão completamente arruinadas.

-Os cidadãos vão sofrer muito de frio, vento, calor, chuva e neve. Eles serão ainda mais atormentado por brigas, fome, sede, doenças e ansiedade severa.

-A duração máxima da vida para os seres humanos em Kali Yuga se tornará 50 anos.

-Homens deixarão de proteger os seus pais idosos.

-Em Kali Yuga os homens vão desenvolver ódio por si mesmo e sobre algumas moedas, perderam todas as relações de amizade, eles estarão prontos para perder suas próprias vidas e matar até mesmo seus próprios parentes.

-Homens incultos vão aceitar caridade em nome do Senhor e vão ganhar o seu sustento, fazendo um show de austeridade e vestindo um vestido de mendigo. Aqueles que nada sabem sobre religião, vão montar um assento elevado e com presunção de falar em princípios religiosos.

-Servos vão abandonar o mestre que perdeu sua riqueza, mesmo que esse mestre seja uma pessoa santa de caráter exemplar. Mestres vão abandonar um servo incapacitado, mesmo se aquele servo tenha estado na família há gerações. As vacas serão abandonadas ou mortas quando parar de dar leite.

-Cidades serão dominadas por ladrões, os Vedas será contaminado por interpretações especulativas dos ateus, os líderes políticos vão praticamente consumir os cidadãos, e os chamados sacerdotes e intelectuais serão devotos de suas barrigas e genitais.

O tempo, assim como o espaço, é feito de oposições (dvanda).
Ambos são gerados na ação dos três gunas, que são três fios da corda que amarra o homem sobre a roda do samsara.

• Tamasa gravidade e a ignorância, liga pela negligência e pela indiferença; 
• Rajaso movimento, a ação, liga pelo orgulho e a vaidade, e pela tendência ao ativismo;
• Sattvaa harmonia, a paz e a claridade,liga pela tendência a procurar a felicidade e os conhecimentos.

Segundo a antiga sabedoria dos indianos, o mundo está em queda e continua a se atolar na luta das oposições (dvanda) e na ilusão (maya).

Atualmente ele alcançou o ponto mais baixo, a matéria grosseira, as trevas.

Um período do mundo consiste de quatro épocas, sendo a primeira a
mais longa, a última a mais curta.
No Krita Yuga, o dharma, a força universal da Gnosis, penetra o universo.
Todos os seres vivos se consagram inteiramente a manter a ordem
sagrada. 

No Tetra Yuga, o ritmo do mundo se acelera. Só três quartos do dharma
sagrado estão presentes. As leis sagradas já não são espontaneamente postas em prática, mas devem ser ensinadas e aprendidas. 

Dvapara Yuga, é a época em que foi estabelecido o equilíbrio entre a perfeição e a imperfeição. O conhecimento direto da ordem divina é cada vez menos acessível.

No Kali Yuga, a transmissão das normas santas é totalmente perdida. No jogo de dados, Kali é a jogada do perdedor. 

Segundo o Vishnu Purana, o Kali Yuga começa quando na sociedade o único poder é o da riqueza, a única virtude, a posse, a única ligação entre o homem e a mulher, a paixão, a única fonte de prazer, o acasalamento, o único fundamento do sucesso, a traição...

A destituição do divino, do dharma, do ensino, é a razão pela qual o Kali Yuga dura menos tempo. Esta época, na qual a humanidade atualmente se encontra, dura 432 000 anos e começou na morte do divino Krishna (por volta de 3120 a.C.).

Apesar do tom negativo dessas profecias, ainda há um ponto brilhante para parte da humanidade.

O Absoluto é, aqui, o “Axis Mundi”, o Monte Meru.

Mantra Vajrasattva 100 Sílabas

OM BENDZA SATTO SAMAYA MANU PALAYA
BENDZA SATTO TENOPA TIKTRA DRIDO ME BA UA
SUTO KAYO ME BA UA SUPO KAYO ME BA UA
ANURAKTO ME BA UA SAR UA SIDDHI MEMTRA YATSA
SAR UA KARMA SUTSA ME TSI TAM SHRIYA KURU HUNG
HA HA HA HA HO BAGAVAN
SAR UA TATAGATA BENDZA MAME MUTSA BENDSI MAHA SAMAYA SATTO AH.

Estamos reconhecendo nossa alienação de nossa verdadeira natureza, apelando Vajrasattva de preservar o vínculo, ou samaya, pelo qual nós fazemos o Vajrasattva invocação regularmente e Vajrasattva por sua vez responde concedendo-nos os frutos da prática. 

Esta "união" representa um compromisso mútuo por parte do praticante e Vajrasattva, se você se esforça para realizar sua própria pureza inata, a sua pureza inata vai se esforçar para manifestar-se a partir das profundezas do inconsciente.

Tashi delek བཀྲ་ ཤིས་ བདེ་ ལེགས Que absolutamente todos os Seres Sencientes possam se beneficiar destes ensinamentos.

domingo, 24 de maio de 2015

Caminho

É rara a pessoa que pode navegar o caminho espiritual sozinho.
Esta não é uma tentativa de converter ninguém ao budismo. Não há necessidade para isso. Mas aqueles que pensam em si mesmos como espirituais, mas não religiosos podem encontrar algo no budismo para ajudá-los em seu caminho pessoal.
Quando eu encontrei o budismo, o que me impressionou foi a sua integridade absoluta. Eu vi que ele não estava tentando me manipular, dizendo-me o que eu queria ouvir. Ele sempre diz a verdade. Às vezes, essa verdade é suave, suavizando os nossos corações e trazendo lágrimas aos nossos olhos.
Às vezes é difícil, forçando-nos a enfrentar nossos problemas e cortando nossas ilusões confortáveis. Mas sempre é mais hábil. Sempre que nos oferece o que precisamos. Somos livres para seguir o que nós desejamos.
Estamos trabalhando com padrões de ignorância, ganância e raiva que se desenvolveram ao longo da vida, ou muito mais tempo. A mudança vem lentamente para a maioria de nós. Mas elas vêm. Se você permanecer, na prática está garantido. O budismo funciona.
“Seja uma luz para si mesmos” Buda Shakyamuni

O gnóstico vive em razão do que ele sabe.


Dezenas de anos antes que o conceito de Gnosis se tornasse lugar comum para muitos pesquisadores a Tradição explicava, a Gnosis dos mistérios egípcios, dos maniqueus, dos essênios, dos bogomilos, dos cátaros e dos rosacruzes do século XVII.

Ela revela a linha gnóstica do ensinamento de Hermes Trismegisto, de Buda, de Ibn Arabi, de Zoroastro, de Lao Tsé e de muitos outros ligados à Gnosis no verdadeiro sentido da palavra.

Ela incita a buscar por si mesmos o que é e o que não é Gnosis.

Na Fama Fraternitatis, um pedido premente, seu apelo direto aos buscadores, a fim de que se libertassem do cristianismo religioso desta natureza, do cristianismo histórico.

De modo magistral, ela conduz os buscadores das trevas do pensamento religioso para o interior do cristianismo primitivo.

Ela explicava o caminho do renascimento dos mistérios crísticos e gnósticos que cada um pode seguir ao imitar Jesus, o Cristo.

É preciso estender o alcance do cristianismo.

Ele não começa em Belém, porém, milhares de anos antes, e é preciso considerar a intervenção universal de Cristo num decurso de vários milhões de anos.

Uma reorientação para tentar explicar a transformação da consciência está ocorrendo.

Esse fenômeno é acompanhado de eventos extremamente
violentos e desmascaradores.

Muitos se afastam da sociedade em sua forma atual.

O bem e o mal se encontram face a face de forma cada vez
mais grotesca, e através de tudo isso uma nova era abre caminho.

Assistimos o momento em que parte da humanidade se volta contra as paredes que a aprisionam, para abrir uma passagem para fora da prisão onde se encontra presa pelo cristianismo histórico e outras religiões da mesma ordem.

Em razão das mudanças causadas pelo desenvolvimento acelerado da eletrônica, computadores, telecomunicação, internet, navegação, etc.

O homem se afunda cada vez mais na matéria. Entretanto, existe um grupo sempre crescente daqueles cuja consciência submetida às influências cósmicas faz presumir a existência de um mundo totalmente diferente.

No início é apenas uma idéia vaga, incerta, provocada pela perda dos antigos princípios, mas que faz aumentar a sede de conhecimento, de compreensão relativa à origem do homem, de certeza quanto à meta da humanidade e de informação sobre a humanidade original.

Esses buscadores querem penetrar os segredos do cosmo e descobrir as raízes da existência.

O antigo deus histórico está morrendo e o coração se volta para um novo horizonte espiritual.

Mas muitos perigos espreitam porque o poderoso impulso da renovação não pode ainda ser compreendido em toda a sua envergadura pelos homens de olhos vendados.

E eis que já aparecemos comentadores, os exegetas, que tudo sabem mas escondem o essencial, e que afastam esse impulso para levar a humanidade para uma nova prisão.

Muitos grupos e movimentos se apresentam; o Novo Testamento os chama de falsos profetas.

Eles pregam “sua” verdade e adaptam tudo a ela para poder conservá-la.

Enquanto não se voltarem para a luz das luzes, eles não podem agir de outro modo.

As sementes foram espalhadas num passado remoto e o que germinou já amadureceu nos campos da vida.

Quais serão os frutos? Como serão colhidos? A safra amadurecerá em Cristo? Que queremos dizer com as palavras “em Cristo”? O Verbo que é a vida, a luz dos homens, se apóia em três poderosos fundamentos.

A Palavra não é somente a força fundamental da criação; ela também está em todos os escritos sagrados enquanto revelação do conhecimentoue nos esclarece sobre a essência do Espírito e da Alma.

Esse conhecimento é a Gnosis, a Palavra revelada!

A Palavra, o Verbo, foi trazida à humanidade por uma multidão de mensageiros que não falavam apenas da Luz, mas que podiam também liberá-la e transmiti-la.

Como unir-se a essa comunidade?

Libertando-se da existência material e penetrando na Luz que é a Gnosis.

Ela está em cada um, “mais próxima do que mãos e pés”.

Ela nos toca sem interrupção, irradia em nós, envolve-nos e nos penetra de todos os lados.

Quem se torna consciente dela e quer viver nessa luz deve começar por dar alguns passos elementares, purificar-se, adquirir a aptidão e a capacidade de realizar a unidade entre a Alma e o Espírito.

Como alcançar esse estado de iluminação interior?

Dedicando-se a ele totalmente; harmonizando toda a vida a esse processo; libertando-se da antiga natureza material; dando antes de tudo importância à alma imortal e não ao eu mortal; renunciando à antiga natureza.

Se não for assim, tudo permanece como antes.

Continuamos a olhar as coisas pelo lado de fora.

Permanecemos quando muito crentes, ou até mesmo descrentes, mas não nos tornamos transfiguristas.

A força da Rosa é uma radiação que se dirige para o interior e para o exterior.

É um fluido perceptível, um afluxo do prana da vida.

Nessa força se manifestam a Palavra, a Vida, e a Luz dos homens.

O toque no santuário do coração representa o nascimento de Jesus na gruta purificada do coração nascimento que se tornou possível por Cristo, a luz do mundo, a luz onipresente do Espírito Santo.

A causa desses sublimes processos, que ultrapassam de longe a razão comum, é o fermento do universo, a fonte da criação: o amor divino que, ainda desconhecido, se dá a conhecer na nova alma.

Essa é, a verdadeira iluminação interior!

A iluminação interior não é de modo algum reservada aos santos e aos mestres.

Ela faz cintilar uma força luminosa do buscador da Verdade, a fim de irradiar sua consciência e de revelar-lhe uma nova dimensão,o que gera um poder de percepção totalmente diferente, uma visão interior, na qual se exprime a sabedoria divina, a Gnosis.

Essa é a Gnosis da centelha de luz no homem, da alma que vive em comunicação com a luz da Gnosis.

Essa força se eleva acima dos limites humanos e dá prioridade à vida no mundo da alma vivente.

Quem eram e que são os Gnósticos.


Os gnósticos sempre diferiam da maior parte da humanidade, e continuam diferir não apenas em detalhes de crença ou de preceitos éticos, porém em sua visão mais essencial e fundamental da existência e de seu propósito.

Independentemente de suas crenças filosóficas e religiosas, a maioria das pessoas acalenta certas suposições inconscientes, pertencentes à condiç
ão humana, que não originam das atividades convergentes de formulação da consciência, mas que irradiam de um profundo e inconsciente substrato da mente.

Essa mente é regida pela biologia, e não pela psicologia; ela é automática, e não está sujeita a escolhas conscientes nem a percepções.

A mais importante dessas suposições, a qual poder-se-ia dizer que sintetiza todas as outras, consiste na crença de que o mundo é bom e que o nosso envolvimento nele é de alguma forma desejável e fundamentalmente benéfico.

Essa premissa conduz a inúmeras outras, todas mais ou menos caracterizadas pela submissão às condições externas e às leis que parecem governá-las.

A despeito dos incontáveis acontecimentos incoerentes e maléficos em nossas vidas, dos incríveis fatos que se sucedem, dos desvios das reiteradas insanidades da história humana, tanto coletiva como individualmente, acreditaremos ser nossa incumbência prosseguir com o mundo, pois ele é, afinal, o mundo de Deus, devendo, portanto, haver significado e bondade ocultos em seus processos, mesmo que seja difícil discerni-los.

Assim, devemos continuar no cumprimento de nosso papel dentro do sistema, da melhor maneira possível, sendo filhos obedientes, maridos zelosos, esposas respeitosas, bem-comportados açougueiros, padeiros, fabricantes de velas, esperando contra toda a esperança, que uma revelação do significado resulte, de algum modo, dessa vida de resignação sem sentido.

Não é assim, disseram os gnósticos !

Dinheiro, poder, governo, constituição de famílias, pagamento de impostos, a infinita série de armadilhas das circunstâncias e obrigações, nada disso foi jamais rejeitado tão total e inequivocamente na história humana como pelos gnósticos.

Estes nunca esperaram que alguma revolução política ou econômica pudesse ou devesse eliminar todos os elementos iníquos do sistema em que a alma humana encontra-se aprisionada.

Sua rejeição não se referia a um governo ou sistema de propriedade em favor de outro; ao contrário, dizia respeito à total e predominante sistematização da vida e da experiência.

Portanto, os gnósticos eram, na verdade, conhecedores de um segredo tão fatal e terrível que os governantes deste mundo, os poderes secular e religioso, que sempre lucraram com os sistemas estabelecidos da sociedade, não podiam permitir ver esse segredo conhecido, e muito menos tê-lo publicamente proclamado em seus domínios.

De fato, os gnósticos sabiam algo: a vida humana não alcança a sua realização dentro das estruturas e instituições da sociedade, porque estas representam, na melhor das hipóteses, apenas obscuras projeções de outra realidade mais fundamental.

Ninguém atinge sua verdadeira natureza individual sendo o que a sociedade espera nem fazendo o que ela deseja.

Família, sociedade, igreja, ocupação e profissão, lealdade patriótica e política, bem como regras e normas morais e éticas, na realidade de modo algum conduzem ao verdadeiro bem-estar espiritual da alma humana.

Ao contrário, constituem, com maior freqüência, as próprias algemas que nos alienam de nosso real destino espiritual.

A Gnose ou conhecimento que se tem no próprio coração a respeito da inutilidade espiritual e absoluta insuficiência das instituições e valores estabelecidos do mundo exterior.

Esse aspecto do gnosticismo foi considerado herético em épocas passadas e até hoje costuma ser chamado de "negação do mundo" e "anti-vida"; porém constitui, obviamente, nada mais que boa psicologia e boa teologia espiritual, por se tratar de bom senso.

O político e o filósofo social podem considerar o mundo um problema a ser resolvido, mas o gnóstico, com seu discernimento interior, reconhece-o como uma condição da qual precisamos nos libertar pela visão interior.

Isso porque os gnósticos, não buscam a transformação do mundo, mas a transformação da mente, com sua consequência natural, metanóia, uma mudança de postura perante o mundo.

A maior parte das religiões também tende a ratificar uma atitude familiar de interiorização na teoria; contudo, como resultado de sua presença dentro das instituições da sociedade, elas sempre negam isso na prática.

As religiões costumam se iniciar como movimentos de libertação radical seguindo linhas espirituais mas, inevitavelmente, terminam como pilares das próprias sociedades, as carcereiras de nossas almas.

Se desejarmos obter a Gnose, o conhecimento do coração que liberta os seres humanos, devemos nos desvencilhar do falso cosmo criado pela nossa mente condicionada.

Como muitas outras pessoas inteligentes, sábias e sensíveis, antes e depois de sua época, eles se sentiram estrangeiros num país desconhecido, uma semente abandonada dos mundos distantes de luz infinita.

Gnósticos Peregrinos da eternidade, Obreiros da Luz, prontos para voltar ao lar na Plenitude Absoluta do Inefável.

Coração Puro


Em uma carta de Valentino, lemos o seguinte:

“Há um Bem único, que se manifesta livremente mediante o Filho. Apenas por meio dele o coração pode se purificar, e isso apenas quando a essência do mal é dali extirpada.

Agora, sua pureza está obstruída por várias essências que fizeram morada no coração, pois cada uma delas executa sua própria ação, oprimindo-o de diversas maneiras, mediante desejos impróprios.

Assim, a impureza do coração foi negligenciada durante tanto tempo, que agora ele é a morada de numerosos demônios. Mas, quando o Pai Todo Bem observa o coração, ele o santifica e o ilumina. E quem possui tal coração é tão abençoado que ‘verá Deus’”.

Possuir um coração tão puro que possa ver Deus continua sendo uma realidade para os cristãos gnósticos valentinianos. Valentino não se refere ao coração como órgão físico, mas como centro espiritual de sabedoria que se situa no mesmo nível que o coração físico.

Num outro texto, ele declara: “Muito do que está escrito nos livros de hoje encontrava-se na igreja de Deus. Porque esses ensinamentos fragmentários são as palavras procedentes do coração, a lei escrita no coração. Trata-se aqui do grupo dos ‘bem-amados’, que são por ele amados e que o amam”.

Quem é o bem-amado? O “ser” no coração, a centelha-de-luz espiritual, o eterno peregrino que reencarna na matéria.

Os que trazem em si esse princípio vivente e consciente são homens espirituais (pneumáticos).

“Pois os gnósticos sabem que existem seres espirituais originais que vêm habitar as almas e os homens de luz.  Antes da queda no mundo dos sentidos e do pecado, eles se encontravam no mundo espiritual superior.

Agora, graças ao autoconhecimento, eles se apressam a regressar, redimidos e libertos do mundo inferior.

Todos nascemos, mas nesse momento renascemos no mundo do Espírito”.

É-se um gnóstico quando se sabe, por revelação, qual é o seu ser autêntico e sua verdadeira essência.

As outras religiões são orientadas para Deus de diferentes maneiras.

Os gnósticos se orientam para o interior de si próprios.

Interessam-se pelas particularidades mitológicas referentes à origem do universo e da humanidade unicamente como expressões de si mesmos e fonte de autocompreensão.

“Abandona a busca de Deus, da criação e de outras coisas similares. Busca-o examinando a ti mesmo. Aprende quem é aquele que torna suas todas as coisas e diz: Meu Deus, meu pensamento, minha alma, meu corpo.

Descobre a origem de tuas preocupações, de tua alegria, do teu amor do teu ódio.

Pondera de que maneira olhas-te, zangas-te, ressentes amor e paz sem que o queiras.

Quando tiveres observado cuidadosamente essas coisas, encontrá-lo-ás, em ti mesmo,” declara Monoimus, autor gnóstico do século II.

E o Pai da Igreja, Irineu de Lyon*, escreve a respeito de Valentino e dos gnósticos: “Acreditam de fato que o conhecimento da inexprimível grandeza constitui a perfeita remissão. Pois, segundo eles, as imperfeições e as paixões provêm da ignorância; a Gnose desagrega a substância que as constitui; e é por isso que a Gnose liberta o homem interior.

Este não é, por conseguinte, de natureza material, com efeito, o corpo é mortal, e muito menos de natureza animal. Por essa razão a libertação deve ser de natureza espiritual, pois a alma animal é o resultado das imperfeições, mas é a morada do Espírito.

A libertação deve, portanto, ser de natureza espiritual, pois confirma que o homem interior e espiritual foi expiado pela graça da Gnose e que os que alcançaram a Gnose de todas as coisas já nada desejam. Aí está a verdadeira libertação”.

Atualmente começa-se a reconhecer as origens gnósticas do cristianismo. Conseqüentemente, Valentino deve retomar o lugar que merece como um dos mais importantes representantes da Gnose do início da era cristã. A idéia gnóstica da libertação interior e autônoma do ser humano continua ativa dentro da vasta perspectiva da espiritualização de sua consciência na força de Cristo.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Saga Dawa

Saga Dawa. Este é o mais importante festival religioso do budismo tibetano, durante este mês, quando a maioria dos acontecimentos importantes na vida de Sidarta Gautama, o Buda Shakyamuni aconteceram. Seu aniversário, o dia da sua Parinirvana (morte), e, mais importante, o dia em que ele foi iluminado.
Saga Dawa é chamado o "mês de mérito" para os budistas tibetanos.
Dawa significa "mês" em tibetano, e "Saga" ou "Saka" é o nome de uma estrela proeminente no céu durante o quarto mês lunar do calendário tibetano, quando Saga Dawa é observado, geralmente começa em maio e termina em junho.
A partir de 19 de maio, o mês de Saka Dawa vai começar e termina em 16 de junho. Tradicionalmente o 15º dia do quarto mês do calendário tibetano (cairá em 02 de junho no Brasil e o 30°dia a16 de junho).
Especialmente nestes 2 dias é auspicioso: Não comer carne, ofertar doações, orar, fazer prostrações em lugares sagrados, evitar o sexo, evite matar qualquer ser vivo, evitar bebidas e drogas, jejum, ofertar lamparinas, dar esmolas, libertar animais que seriam abatidos.
Este é um mês especialmente dedicado a "fazer o mérito."
Mérito é entendida de muitas maneiras no budismo. Podemos pensar nele como os frutos do bom karma , especialmente quando isso traz-nos mais perto da iluminação.
Durante este mês, os praticantes colocam especial ênfase na prática do Dharma como circunvolução de mosteiros e stupas, prostrações, práticas, recitando mantras, oferecendo mandalas e salvando animais.
Todos os méritos de ações virtuosas e não virtuosas feitas neste mês são multiplicados cem milhões de vezes .
Assim, acredita-se que quaisquer méritos que são recolhidos durante este mês vai ter vários efeitos. Evitando ações negativas e se engajando em atos positivos, especialmente durante este mês.
No Tibet, durante este período, centenas de milhares de pessoas viram as rodas de oração na rua em Lhasa. Durante o mês de Saka-Dawa, marcando o nascimento, a iluminação de Buda e sua Parinirvana, muitas pessoas se juntam a celebração dos monges com dezenas de milhares de tigelas de água e oferendas de lamparinas de luz para os Budas das dez direções. As luzes são para banir a escuridão espiritual.
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Avalokiteshvara, "Aquele que enxerga os clamores do mundo"

Avalokiteshvara, "Aquele que enxerga os clamores do mundo"; em tibetano Chenrezig, é o/a bodhisattva que representa a suprema compaixão de todos os Budas.
Um bodhisattva é aquela criatura que está adiantada ou pronta para alcançar o estado de Buda; contudo faz voto de só alcançá-lo plenamente quando nenhum ser estiver mais no samsara, ou na roda de encarnações neste mundo.
Sendo a compaixão uma virtude central do budismo, Avalokiteshvara tornou-se muito conhecido por budistas e não budistas, sendo comum encontrar inscrições com seu mantra - Om mani padme hum- mesmo em meios não budistas.

Tashi delek བཀྲ་ ཤིས་ བདེ་ ལེགས Que absolutamente todos os Seres Sencientes possam se beneficiar destes ensinamentos.

terça-feira, 12 de maio de 2015

MENSAGEM OU MENSAGEIRO ?

Existem muitos grupos pseudos-budistas desfigurando a mensagem do Buda SIdarta Gautama, Shakyamuni, assim também ocorre com a mensagem de outros Grandes Mestres, transformando e formatando suas mensagens em horripilantes estruturas religiosas, vaidosas, manipuladoras e usurpando os ensinamentos dos Grandes Mestres da humanidade, desviando legiões de buscadores incautos.
Uma pergunta é feita com frequência: o budismo é uma religião ou uma filosofia? Não importa como você o chama.
O budismo permanece o que é independente do rótulo que você pode colocar.
O rótulo não tem materialidade. Mesmo o rótulo “budismo” que colocamos no ensinamento de Buda tem pouca importância. O nome que alguém usa não é essencial.
A Verdade não precisa de nenhum rótulo: não é nem budista, cristã, hindu ou muçulmana. Não é monopólio de ninguém. Rótulos sectários são um obstáculo para compreender de modo independente a Verdade, e eles produzem preconceitos prejudiciais nas mentes das pessoas.
Isso é verdade não apenas em questões intelectuais e espirituais, mas também em relações humanas.
Quando, por exemplo, encontramos alguém, não o vemos como um ser humano, mas colocamos um rótulo como inglês, francês, alemão, americano ou judeu, e o encaramos com todos os preconceitos associados a esse rótulo em nossa mente. E ainda assim ele pode estar completamente livre dos atributos que colocamos nele.
As pessoas gostam tanto de rótulos discriminativos que chegam ao ponto de aplicá-los em qualidades humanas e emoções comuns a todos.
Então, elas falam de diferentes “marcas” de caridade, por exemplo, de caridade budista ou caridade cristã e rebaixam outras “marcas” de caridade.
Mas a caridade não pode ser sectária; ela não é nem cristã, nem budista, hindu ou islâmica.
Qualidades humanas e emoções como amor, caridade, compaixão, tolerância, paciência, amizade, desejo, ódio, inimizade, ignorância, arrogância etc, não precisam de rótulos sectários; elas não pertencem a nenhuma religião particular.
Para o buscador da Verdade, o lugar de onde vem uma ideia não tem materialidade.
A origem e desenvolvimento de uma ideia é trabalho para o acadêmico.
Na verdade, para compreender a Verdade, não é necessário nem saber que o ensinamento vem de Buda, ou de qualquer outro. O que é essencial é ver a coisa, compreendê-la.
Se o medicamento é bom, a doença será curada. Não é necessário saber quem a preparou, ou de onde veio.

quarta-feira, 6 de maio de 2015



"Quando o pássaro de ferro voar e os cavalos correrem sobre rodas, o povo tibetano será espalhado como formigas em todo mundo e o Dharma chegará à terra do Homem Vermelho "


A profecia do século VIII do Guru Padmasambhava


O Caminho Budista

Vivemos em um mundo onde somos atormentados pela constante insegurança.
A espiritualidade tornou-se um negócio, então os professores espirituais como eu sempre sentem a necessidade de gerar mais negócios.
Dada esta insegurança, sabendo do ponto fraco das pessoas, é bem fácil vender espiritualidade.

Alguns de vocês podem ser homens ou mulheres de negócios. Então, estou certo de que vocês sabem o que nos leva a vender coisas.
Primeiro, você diz às pessoas que há algo que elas devem ter, algo que elas não têm. Então, você lhes diz que o lugar para comprar é aqui, de mim. Eu tenho o que você precisa.
O Buda disse:
Não confie na pessoa, mas confie nos ensinamentos.
Não confie nas palavras, mas confie no significado.
Este é um grande conselho. Quando entramos no caminho espiritual, é importante sermos muito cuidadosos.
As pessoas praticam o budismo para obter vida longa, prosperidade, para melhorar seus negócios, por ganho pessoal, para dissipar certos espíritos e assim por diante. Então, as pessoas não têm a meta da iluminação. Eles têm a meta de decorar esta vida.
Não é melhor no Ocidente. No Ocidente, o Dharma também não é realmente dedicado à iluminação. Aqui, as pessoas praticam o Buddhadharma principalmente para se acalmarem, para se curarem, para relaxarem… para a assim chamada “automelhoria”.
O Buda não ensinou o Dharma para estes tipos de ganhos mundanos.
Se tivermos esse tipo de motivação, o buddhismo é um caminho que devemos evitar.
O caminho budista é basicamente uma má notícia do ponto de vista do ego.
Quanto mais praticamos e estudamos o budismo, mais chocante ele se torna para o nosso ego, mais ele irá contra o nosso egoísmo.
Então, devemos pensar muito cuidadosamente sobre o que é que nós queremos. Não é muito tarde, ainda podemos sair dele.
Dzongsar Khyentse Rinpoche
Tashi delek བཀྲ་ ཤིས་ བདེ་ ལེགས Que absolutamente todos os Seres Sencientes possam se beneficiar destes ensinamentos.


O que é, pois, este mundo onde vagueamos e nos admiramos com seus contrastes violentos: vida e morte, saúde e doença, riqueza e pobreza, bem e mal?
E, contudo, devemos, em meio de tudo isso abrir um caminho. Apesar do entusiasmo transbordante, podemos ver, de tempos em tempos, alguns de vós se retirarem, com a finalidade de refletir sobre o sentido de todas essas aparentes contradições.
Escravos de seu computador e do celular, os homens já não pensam em elevar-se à liberdade.
Por que os seres humanos se ocupam tanto assim?
O que significa toda essa agitação, esse frenesi?
Não encontrareis nem harmonia nem paz se vós mesmos não solucionardes esse conflito incessante entre os opostos.
Hoje estais eufóricos; amanhã podereis cair em depressão.
Num determinado momento, vivenciais intensamente tudo a vossa volta, em outros, senti-vos como que estrangeiros sobre a terra.
Sem esse sentimento de "ser estrangeiro" o discipulado é inútil e a Tradição nada tem a vos dizer.
Por que? Porque é precisamente a partir desse sentimento de incompletude que a Tradição estabelece sua ligação com o buscador.
É necessário fazer uma escolha consciente para dar uma direção à vida. Dentre todas as possibilidades que vos são oferecidas na vida, dentre todos os caminhos que se abrem diante de vós, tornar-se buscador pode ser experimentado como sendo o Caminho.
Cada qual busca uma saída do labirinto dos sofrimentos e das tristezas, do labirinto enganador, que agarra muitos pela garganta.
Falamos do despertar do sonho enganador, da ilusão da matéria, da religião, da ciência e da tecnologia, nos quais o homem se encontra mergulhado há tanto tempo.
"vede através das armadilhas deste mundo de existência, libertai-vos das ilusões e rompei os grilhões que vos mantêm prisioneiros."
Como existem muitos oferecendo-se para ser nossos guias, acenando com "iniciações" nessa ou naquela técnica espiritual, Mestre Jesus, o Cristo nos alerta, pelos frutos os conhecereis.
Uma das chaves para reconhecermos os verdadeiros é a pureza de coração e de motivos.
Quem espera ganhar algum benefício, aqueles que são movidos pela vaidade, pelo poder e pelo desejo de guiar e manipular os outros.
Alerta! O alarme deve estar soando.
Mas, pior ainda, é quando verificamos que a vida desses não reflete aquilo que eles pregam.
Demonstram uma atitude de intolerância, de manipulação e de desrespeito ao próximo. Esses, provavelmente são falsos pastores, bispos, profetas, mestres e gurus. “Pelos frutos os conhecereis”

Oito coisas fazem uma pessoa ficar fraca

Atisha Dipankara, um dos maiores eruditos budistas da Índia, tinha um modo maravilhoso de colocar isto. Ele disse: “Oito coisas fazem uma pessoa ficar fraca”. Ele estava se referindo aos oito dharmas mundanos, ou oito armadilhas nas quais caímos:
1 Querer ser elogiado;
2 Não querer ser criticado;
3 Querer ganhar;
4 Não querer perder;
5 Querer prazer;
6 Não querer dor;
7 Querer ser reconhecido;
8 Não querer ser ignorado.
Então, devemos verificar se caímos em qualquer uma destas armadilhas. Eu caio em todas elas, especialmente na primeira, querer ser elogiado. Sempre gosto de ser elogiado, essa é a minha maior fraqueza. Estou certo de que isto acontece com muitos de nós; palavras pequenas, superficiais, inúteis e ridículas de louvor podem nos fazer realmente, realmente fracos. O mesmo acontece com a crítica; algumas palavras ridículas e insignificantes de crítica podem nos ferir para sempre.
Penso que todos vocês sabem do que estou falando: como gostamos de ganhar, como não gostamos de perder; o quanto amamos a atenção; o quanto não gostamos de ser ignorados… Todas estas são armadilhas. Se cairmos em uma destas armadilhas, nos tornaremos fracos.
Eu caio nestas oito armadilhas todo o tempo. Não quero perder amigos, quero ser louvado, não quero ser criticado, quero ganhar discípulos, quero ter atenção, não quero ser ignorado. Então, o que faço? A fim de obter o que quero e de evitar o que não quero, eu termino massageando o ego de outras pessoas.
Idealmente, se eu fosse um professor de verdade, eu deveria estar lhes dizendo o que vocês precisam ouvir, o que pode ser bem doloroso. Se eu realmente assumir seriamente o meu papel de amigo espiritual, isto irá ferir o seu ego. A linha de fundo é que o caminho espiritual é ir além do desejo do ego. Peço desculpas por dizer isto, mas este é o único caminho.
Dzongsar Khyentse Rinpoche

Devo viajar para o Tibet ?


Argumentos para:

O Dalai Lama tem incentivado os estrangeiros a visitar o Tibet e informar aos outros sobre as suas experiências em seu retorno.

Turismo fornece uma janela para o mundo exterior.

Tibetanos saúdam a presença de turistas (não chineses).

Despesas turísticas podem ajudar as comunidades tibetanas, embora apenas em determinadas circunstâncias.

Argumentos contra:

China não tem o direito de determinar quem entra no Tibet e visitando você fornece legitimidade a ocupação da China .

A maior parte do dinheiro que você gasta vai para os bolsos de empresas chinesas.

Viagem no Tibet é conduzida nas condições previstas pelos chineses, e não por tibetanos, e envolve sempre algum grau de cumprimento das políticas e medidas totalitárias do regime chinês de segurança.

Não concedem visto, somente uma autorização precária, dica registre-se no corpo consular brasileiro de onde partiu e informe sua viagem para o Tibet.

Cultura tibetana, (principalmente o Budismo e os Monastérios) é usada como um recurso explorável pela China para atrair turistas de renda para o benefício do Estado chinês.

Na realidade, a China atacou e continua, a cultura tibetana durante décadas.




Ao visitar os Monastérios proceda com a devida reverência, não são apenas lugares bonitos e antigos, são lugares sagrados. Ande sempre no sentido horário, saúdem os Budas, ainda que de forma simples, juntando ambas as mãos na altura do peito e curvando levemente a cabeça.

Não há uma resposta simples. Se você preferir não viajar, considere indo para uma área tibetana da Índia, como Dharamsala ou Ladakh.



Situação atual

Os estrangeiros são autorizados a viajar para a Região Autônoma do Tibet, sob certas restrições, mas autorizações são necessárias.

Viagem independente não é possível, tudo deve ser organizado através de uma agência de viagens.

Pode haver restrições para as viagens a muitas outras partes do Tibet, especialmente onde os protestos têm ocorrido.

Há forte presença militar e de segurança nas ruas, monastérios, e estradas de muitas cidades tibetanas.

Antes de ir:


Esteja ciente de que quaisquer restrições em vigor pode mudar dramaticamente e sem aviso prévio. Registre-se no consulado brasileiro de onde partiu para o TIbet.

Também é importante para planejar o seu itinerário, especialmente se você estiver indo para a Região Autônoma do Tibet.




O que põe em perigo os tibetanos e você?

Cuidado com as conversas indevidas com chineses (mesmo jovens estudantes "inocentes"), podem ser agentes da Guoanbu, Ministério de Segurança do Estado.

Esteja ciente que toda sua comunicação será monitorada, cuidado com o que fala, não se iluda, encontrei policiais chineses em Lhasa que falavam português.

Não leve fotos do Dalai Lama no Tibet. A posse de tais fotografias é proibida e os tibetanos podem ser detidos por posse ou se te pedirem para ver uma.

Não se envolva em qualquer discussão sobre temas políticos, como a menção ao Dalai Lama ou protestos.

Não tire fotografias de pessoal de segurança ou tropas militares (seu guia turístico pode ser punido se o fizer) e você pode ter sua câmera aprendida, ou até ser detido.

Não se afastem do seu itinerário oficial, pois isso pode causar problemas enormes para quaisquer tibetanos você pode ter encontrado, os chineses monitoram a movimentação de todos os turistas no Tibet.



Como posso maximizar o benefício da minha viagem para os tibetanos?

Ajude a manter viva a cultura tibetana. É muito importante o uso de negócios tibetanos, incluindo hotéis, restaurantes, guias e barracas de souvenirs.

Ao visitar templos, mosteiros ou santuários você pode querer deixar uma doação. É melhor para doar diretamente a um monge ou monja.

O povo tibetano é amável e hospitaleiro, a saudação é Tashi Delek, ela mais um sorriso é tudo que você precisa para ser bem recebido.