Budismo é a tradição formada a partir das práticas ensinadas por Sidarta Gautama 563 ou 623 a.C. em Lumbini, Nepal, na época Índia, conhecido como Buda Shakyamuni "sábio dos Shakyas", é a figura-chave do budismo há pelo menos 2.500 anos.

De acordo com a Tradição Hindu, Buda é um Avatar de Vishnu (Deus Supremo), baseados nas escrituras Upanishads, Vishnu e Bhagavad Purana. A palavra Buda vem de Bodh, que significa despertar.

Ao despertar, se iluminar Buda pensa que isso não poderia ser compartilhado, porém Brahma teria solicitado que ele ensinasse o que havia conquistado, porque alguns seres poderiam reconhecer o que ele reconheceu.

Os ensinamentos atribuídos a Gautama foram repassados através da tradição oral, ensina as Quatro Nobres Verdades e o Nobre Caminho Óctuplo. A prática central de quase todas as linhas budistas é a meditação, método e resultado para uma familiarização e entendimento sobre a própria mente, práticas para controle do ego, e o despertar para iluminação. Buda dizia que seu ensinamento ia contra o sistema, ao contrariar os infinitos desejos egoístas do homem, "Atingi esta Verdade que é profunda, difícil de ver, difícil de compreender, compreensível somente aos sábios, os homens submetidos pelas paixões e cegos pela obscuridade não podem ver essa Verdade, que vai contra o sistema, porque é sublime, profunda, sútil e difícil de compreender". A filosofia sobre o caminho e os resultados variam conforme a escola.

A transmissão do Dharma do Buddha no Tibet ocorreu em dois períodos principais. Houve a primeira difusão do Dharma, por volta de 600 d.C, que foi imensamente potencializada, pelo Guru Rinpoche Padmasambhava. Essa primeira propagação do Dharma no Tibet, das traduções das escrituras em sânscrito para a língua tibetana, e ensinamentos e transmissões dadas por Guru Rinpoche, veio a formar a “Antiga Tradição” (tib. nyingma), Escola Nyingma.

Outros Mestres da Índia como o Pandita Atisha e o tibetano Tsongkapha vieram posteriormente ensinar no Tibet e formaram os pilares da segunda propagação do Dharma no Tibet, e que deu origem a “Nova Tradição” (tib. sar ma) através das Escolas Gelug. As escolas do budismo tibetano, baseadas nas transmissões das escrituras indianas para o platô tibetano, são achadas tradicionalmente no Tibet, Butão, norte da Índia, Nepal, Mongólia.

A maioria dos praticantes nesses países podem ser classificados como vajrayanas, que é um conjunto de escolas budistas esotéricas. A Tradição Vajrayana, é a fonte conhecida para se praticar o budismo original indiano, que foi praticamente erradicado de onde se originou, utiliza meios hábeis como o caminho acelerado possibilitando a iluminação. O nome vem do sânscrito e significa "veículo de diamante", possuem como modelo principal a figura do Lama. O objetivo da prática é se tornar um Bodhisattva.

Se você está numa praia e enche a mão de areia.
Esse tanto de areia em relação à areia da praia é a proporção de felizardos que têm contato direto com os ensinamentos budistas.
Se você abre a mão e deixa cair a areia, os grãos que sobram são os que estão envolvidos com a escola Mahayana.
Depois de bater as mãos para tirar a areia que resta, não sobra quase nada.
Esses últimos grãos, que quase não se vê, são os estudantes do budismo Vajrayana, raros e preciosos.

Ser budista.

Tenha confiança em seu próprio potencial espiritual, em sua habilidade de encontrar seu próprio caminho único.

Aprenda com outros resolutamente e use o que julgar útil, mas também aprenda a confiar em sua própria sabedoria interior.

Tenha coragem. Esteja desperto e consciente.

Lembre-se que o budismo não é sobre ser budista, ou seja, obter uma nova etiqueta de identidade.

Nem é sobre colecionar conhecimentos cerebrais, práticas e técnicas.

De maneira última, é sobre abandonar todas as formas e conceitos, se tornar livre e despertar.

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Gnose, tem por origem etimológica o termo grego "gnosis", que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental.


A palavra "Gnosis" geralmente é traduzida por "conhecimento", mas a Gnose não é, primordialmente, um conhecimento racional; a língua grega distingue entre o conhecimento científico (ele conhece matemática) e, reflexivo (ele se conhece), experiência que é Gnose, percepção direta daquilo que é, percepção interior, um processo intuitivo de conhecer-se a si mesmo.

A Sabedoria ultrapassa o intelecto, através da intuição, contempla. A Sabedoria faz com que a Verdade seja inteligível. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo.

Gnose é usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna, maravilhosa, pela via do coração.


Gnose é uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Nós Gnósticos usamos de explicações metafísicas e 'mitologicas' para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixamos de relacionar esse mundo externo e mitologico a processos internos que ocorrem no homem. Hoje a palavra mito, significa alguma coisa inveridica, irreal ou ficticia. Entretanto ela deriva do vocábulo grego mythos, que em seu uso original significa uma explicação da realidade que lhe confere significado.

GNOSTICISMO: Movimento que provavelmente se originou-se na Ásia Menor. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Índia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos do Helenismo, Zoroastrismo, do Hermetismo, do Hinduísmo, do Budismo Tibetano, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo primitivo. Possuíam uma linguagem técnica característica e ênfase na busca da sintonia interior com essa Gnosis, essa Sabedoria Divina, sem intermediários, um conhecimento do Divino por experiência própria.

Enquanto existir uma luz na individualidade mais recôndita da natureza humana, enquanto existirem homens e mulheres que se sintam semelhantes a essa luz, sempre haverá Gnósticos no mundo


"Não escrevo para aqueles que estão imbuídos de preconceitos, que compreendem e sabem tudo, mas que no entanto não Sabem nada, pois eles já estão satisfeitos e ricos, mas sim para os simples como eu, e assim me alegro com meus semelhantes."

Jacob Boehme




sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Karma não é Destino.

Karma não é Destino.
Você não pode negar sua herança kármica, disse o último Traleg Rinpoche, mas isso não significa que não pode mudar.
As críticas ao conceito de karma frequentemente são centradas na noção de responsabilidade individual e sugerem que essa noção gera uma atitude de antipatia em relação aos outros e leva a uma tendência à culpa.
O pobre é culpado por ser pobre, e assim por diante. Diz-se, erroneamente, que o budismo culpa os indivíduos por todas as suas circunstâncias e nega-lhes o poder de ação.
Se somos pobres, por exemplo, podemos acreditar, de imediato, que ficaremos assim até acabarem as dívidas cármicas; e então, depois da morte, podemos renascer em circunstâncias afortunadas, quem sabe, nos tornando um rico empreendedor.
Entretanto, este tipo de pensamento não combina com a ênfase do budismo na interconectividade de tudo, que confirma a abundante complexidade de influências sobre as pessoas, incluindo seu ambiente.
Certamente o budismo contem a ideia de um acúmulo de karma, impressões, disposições, probabilidades ao longo de nossa vida, padrões de comportamento adquiridos, etc.
Mesmo assim, isso não quer dizer que simplesmente esperamos por um karma particular impresso ou dívidas ou heranças que evaporam ou desaparecem, antes que alguma coisa possa ser feita.
A teoria kármica do budismo não é semelhante ao fatalismo ou predeterminação.
Nós temos poder de escolha (livre arbítrio) em nossas ações.
Se não tivéssemos, então a teoria kármica poderia verdadeiramente produzir julgamentos e atitudes moralistas, e os ensinamentos do Buda seriam muito menos inspiradores e muito menos efetivos.
A teoria kármica não tem se fixado em particularidades como essa e não está ligada a uma ordem moral estática. Evidentemente que um elemento de determinismo está envolvido e isso deve ser aceito.
Nós somos quem somos por causas de nossa herança kármica.
Poderíamos não ser como nós somos sem essa herança, mas isto não significa que temos que permanecer assim.
O ponto em questão é que a teoria kármica nos encoraja a pensar: “Eu posso me transformar na pessoa que eu quero ser e não insistir naquilo que já sou”.
Esta seria uma compreensão adequada da teoria budista de karma.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Guru Yoga a devoção ao Lama.

O objetivo da prática do Dharma é atingir a iluminação.
Realmente, atingir a iluminação é exatamente o mesmo que nos libertarmos da ignorância, e a raiz da ignorância é o ego.
Qualquer que seja o caminho que tomemos, seja uma rota longa e disciplinada, seja curta e selvagem, em seu fim o ponto essencial é que eliminemos o ego.
Entretanto, já que temos estado com nosso ego por tantas vidas e estamos tão familiares com ele, cada vez que tomamos um caminho em nossos esforços para eliminar o ego, esse mesmo caminho é seqüestrado pelo ego e manipulado de tal modo que, ao invés de o esmagar, nosso caminho apenas ajuda a reforçá-lo.
Esta é a razão pela qual, no Vajrayana, a devoção ao Lama ou Guru Yoga é ensinada como uma prática vital e essencial.
Como o Lama é um ser vivo, que respira, ele ou ela é capaz de lidar diretamente com o seu ego.
Ler um livro sobre como eliminar o ego pode ser interessante, mas você nunca terá intimidade por esse livro e, de qualquer modo, os livros estão inteiramente abertos para a sua própria interpretação.
Um livro não pode falar ou reagir a você, enquanto o Lama pode e irá agitar o seu ego para que eventualmente ele seja eliminado completamente.
Se é isto atingido irada ou gentilmente, não importa, mas no fim é para isto que Lama está lá e é por isto que a devoção ao lama é tão importante.
Para um aluno que tem uma devoção verdadeira, o Lama é a corporificação de todas as fontes de refúgio e a devoção pelo Lama é a essência de todos os caminhos.
O Lama Jamyang Gyaltsen, um grande mestre sakyapa, disse que "O Lama é a corporificação de todo refúgio", significando que quando tomamos refúgio, vemos o Lama presente em todas as Três Jóias: a presença física do Lama é vista como a Sangha, o ensinamento do Lama é visto como o Dharma e a mente do Lama é vista com o Buddha.
O Guru Yoga é o método mais rápido e mais efetivo para se atingir a iluminação e é o caminho único no qual todos os caminhos estão completos.
O Guru Yoga inclui a renúncia, a bodhichitta, a meditação de desenvolvimento (kyerim) e de completude (dzogrim) e o treinamento da mente (lojong), e é por isso que podemos dizer que o Guru Yoga é a corporificação, ou a essência, de todos os caminhos.
É a chave para todos eles, o método especial que pode levar um praticante através dos estágios do caminho do bodhisattva e dos diferentes yanas.
Outros caminhos podem levá-lo a um certo nível, mas não completos.
O Guru Yoga é não apenas o caminho completo, mas também o mais condensado.
A fim de praticar o Guru Yoga, primeiro devemos aprender como ver o nosso Lama como o Buddha.
Em nossas vidas cotidianas, mesmo que tenhamos um Lama, tendemos a procurar pela solução de nossos problemas em outros lugares.
Em um outro nível, quando estamos doentes nós "tomamos refúgio" em um médico, ou se está chovendo nós "tomamos refúgio" em um guarda-chuva.
Do mesmo modo, em um nível interno, se tivermos problemas com dinheiro, podemos tentar resolvê-los com a prática de Dzambhala; se encaramos obstáculos e dificuldades, podemos invocar a ajuda de Mahakala; ou se não tivermos sabedoria, podemos rezar para Manjushri.
Isto mostra o quão fraca é a nossa devoção, pois para o que quer que esteja faltando, precisamos apenas olhar para uma fonte de ajuda e guia: o Lama.
O primeiro estágio da devoção ao Lama, então, é despertar e aumentar nossa devoção, até que ela se torne sonora e forte, e que possamos realmente olhar para o Lama como o Buddha.
Gradualmente alcançaremos o segundo estágio, onde não simplesmente pensamos que o Lama é o Buddha; nós vemos que ele é o Buddha.
Conforme nossa devoção torna-se mais forte, é com um sentido crescente de alegria que começamos a confiar inteiramente no Lama para tudo.
Surge uma confiança interior, uma certeza absoluta de que o Lama é a única fonte de refúgio. Não temos mais que criar ou fabricar nossa devoção, agora ela vem bem naturalmente.
Então todas as nossas experiências, boas e ruins, tornam-se manifestações do Lama.
Tudo que experienciamos na vida torna-se benéfica e tem um objetivo; tudo que encontramos torna-se um ensinamento.
A confiança e devoção totais pelo lama são nascidas dentro de nosso coração, e a bênção do Lama dissolve-se em nossa mente.
Com isto, alcançamos o terceiro estágio, que é quando realizamos que nossa mente não é outra que o Lama, que vimos como sendo o Buddha.
Finalmente planejamos fundir nossa mente com a mente do Lama, o que nos leva além de todos os nossos hábitos de exagero e de baixa estima, e nos livra de todos os tipos de expectativa e de medo.
Nossa devoção, finalmente, não é criada ou fabricada, mas sim uma devoção verdadeira, e uma vez tendo a atingido, realizaremos a meta última de toda a prática buddhista.
Dilgo Khyentse Rinpoche

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Brahma a Buddha

De acordo com o Cânone em Pali, não muito tempo depois que o Senhor Buda alcançou a iluminação, pensou para si mesmo:
Segue um trecho do sutra Ariyapariyesana, quando Buda fica em dúvida se deve ensinar o que descobriu. Brahma, então, intervém:
“Eu pensei: ‘Este Dhamma que eu alcancei é profundo, difícil de ver e difícil de compreender, pacífico e sublime, que não pode ser alcançado através do mero raciocínio, ele é sutil, para ser experimentado pelos sábios.
Mas, esta população se delicia com a adesão, está excitada com a adesão, desfruta da adesão.
É difícil para uma população como esta ver esta verdade, isto é, a condicionalidade isto/aquilo e a origem dependente.
E também é difícil de ver esta verdade, isto é, o cessar de todas as formações, o abandono de todas aquisições, o fim do desejo, desapego, cessação, Nibbana.
Se eu fosse ensinar o Dhamma, os outros não me entenderiam e isso seria fatigante, problemático para mim ."
Então, estes versos nunca antes ouvidos, me ocorreram:
‘Basta com a idéia de ensinar o Dhamma
que até para mim foi difícil alcançar;
pois ele nunca será entendido
por aqueles que vivem com a cobiça e a raiva.
Aqueles tingidos pela cobiça, envoltos na escuridão
nunca irão discernir este Dhamma difícil de ser compreendido
que vai contra a torrente do mundo,
sutil, profundo e difícil de ser visto.’
Pensando dessa forma, minha mente tendia à inação ao invés do ensino do Dhamma.
“Então, bhikkhus, o Brahma Sahampati, soube com a mente dele o pensamento na minha mente e pensou: ‘O mundo estará perdido, o mundo estará destruído, já que a mente do Tathagata, um arahant, perfeitamente iluminado, se inclina à inação ao invés do ensino do Dhamma.’
Então, com a mesma rapidez com que um homem forte pode estender o seu braço flexionado ou flexionar o seu braço estendido, Brahma Sahampati desapareceu do mundo de Brahma e apareceu na minha frente.
Ele arrumou o seu manto externo sobre o ombro e juntou as mãos numa reverenciosa saudação, dizendo: ‘Venerável senhor, que o Abençoado ensine o Dhamma, que o Iluminado ensine o Dhamma. Há seres com pouca poeira sobre os olhos que estão decaindo por não ouvir o Dhamma. Há aqueles que entenderão o Dhamma.’ Depois de dizer isso, Brahma Sahampati disse ainda mais:
‘Em Magadha surgiram até agora ensinamentos contaminados formulados por aqueles que ainda estão poluídos.
Abram as portas para o Imortal! Que eles ouçam o Dhamma que o Imaculado encontrou.
Tal como alguém que esteja no pico de uma montanha
é capaz de ver todas as pessoas embaixo,
da mesma forma, Oh sábio, sábio que tudo vê,
suba ao palácio do Dhamma.
Que o Conquistador da Tristeza inspecione esta raça humana,
engolfada na tristeza, subjugada pelo nascimento e envelhecimento.
Levante-se, Oh herói, vitorioso na batalha!
Oh líder da caravana, sem dívidas, saia pelo mundo.
Ensine o Dhamma, Oh Abençoado:
Existem aqueles que irão compreender.’
Então, tendo ouvido o pedido de Brahma e por compaixão pelos seres, inspecionei o mundo com o olho de um Buda. Inspecionando o mundo com o olho de um Buda, eu vi seres com pouca poeira sobre os olhos e com muita poeira sobre os olhos, com faculdades aguçadas e com faculdades embotadas, com boas qualidades e com más qualidades, fáceis de serem ensinados e difíceis de serem ensinados e alguns que permaneciam sentindo medo e responsabilidade pelo outro mundo.
Tal como num lago com flores de lótus azuis ou vermelhas ou brancas, algumas flores de lótus nascem e crescem na água e prosperam imersas na água sem sair fora da água, enquanto que algumas outras flores de lótus nascem e crescem na água e pousam sobre a superfície da água, e ainda, algumas outras flores de lótus nascem e crescem na água e sobem acima do nível da água permanecendo sem serem molhadas pela água; assim também, inspecionando o mundo com o olho de um Buda, eu vi seres com pouca poeira sobre os olhos e com muita poeira sobre os olhos, com faculdades aguçadas e com faculdades embotadas, com boas qualidades e com más qualidades, fáceis de serem ensinados e difíceis de serem ensinados e alguns que permaneciam sentindo medo e responsabilidade pelo outro mundo. Então respondi ao Brahma Sahampati em versos:
Para eles estão abertas as portas para o Imortal,
que aqueles com ouvidos mostrem agora a sua fé.
Pensando que seria problemático, Oh Brahma,
eu não quis falar o Dhamma sutil e sublime.’
Então o Brahma Sahampati pensou: ‘Eu criei a oportunidade para que o Abençoado ensine o Dhamma.’ E depois de me homenagear, mantendo-me à sua direita, ele então desapareceu.
Ariyapariyesana Sutta

domingo, 11 de outubro de 2015

Sufi

Para o Sufi só existe um único e mesmo Mestre, qualquer que tenha sido o nome que lhe foi dado nas diversas épocas da historia.
O Mensageiro é enviado para despertar a humanidade do sono desta vida de ilusões, guiando o homem até que ele fique sob a protecçao divina.
À proporção que o Sufi progride mantendo esse ponto de vista sempre diante de si, reconhece seu Mestre não só nos seres piedosos como no sábio e no tolo, no santo e no pecador.
Nunca permite que o Mestre, o único Mestre, aquele que existe, existiu e sempre existirá, desapareça de sua visão.
A fonte da verdade não esta oculta no coração de cada homem, seja ele um cristão, um maometano, um budista ou um judeu ?
Não somos todos nós parte da vida que chamamos espiritual ou divina ?
Se apenas, isto ou aquilo é o mesmo que não passarmos. disto ou daquilo, é nos limitarmos.
A bem-aventurança encontrada na solidão esta oculta dentro de cada ser humano.
O homem herdou a bem-aventurança do Pai Celestial.
Na terminologia mística é chamada de Luz Toda-Penetrante.
A luz é a fonte e a origem da alma e da mente do homem.
O Sufi considera tudo que é vida é uma só vida.
Considera todas as religiões sua religião.
Se chamarem um Sufi de cristão ele procura ser um deles, se o chamarem de muçulmano sente-se como um muçulmano, se o chamarem de hindu ou judeu considera-se um deles.
Chamem o Sufi pelo nome que quiserem para ele isso não tem a mínima importância.
Um Sufi não quer ser chamado por nenhum nome, prefere não ser rotulado.
Quem o chama de Sufi ? Não é ele próprio, mas se ele não se chamar por um nome, um outro lhe dará um.
( Mestre Sufi - Inayat Khan )

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

24 aniversario de Parinirvana de Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche

Hoje, celebramos o 24 aniversario de Parinirvana de Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche, entrou em parinirvana no dia 19 do 8º mês do calendário lunar tibetano no ano de 1991 (27 de setembro de 1991).
Foi universalmente reconhecido como um dos maiores mestres Vajrayana, um eminente estudioso e poeta, bem como um professor inspirador.
Passou mais de 20 anos em retiro; composta e compilados ao longo de 25 volumes sobre filosofia e prática budista; salvo e publicado inúmeros textos sagrados, e iniciou vários projetos para preservar e disseminar o budismo tibetano tradição, cultura e ensinamentos. Mas acima de tudo, o que ele considerava mais importante foi que os ensinamentos que tinha realizado e transmitido foram postas em prática por outros.
Suas realizações e contribuições em diversas áreas parecem mais do que suficientes para ter preenchido uma vida inteira.
O professor está bem no centro do mundo do budismo tibetano. Dilgo Khyentse Rinpoche foi o arquétipo do professor espiritual. Sua jornada interna o levou para uma profundidade extraordinária de conhecimento que o habilitou a ser, para todos que o encontraram, uma fonte de bondade amorosa, sabedoria e compaixão.
Dilgo Khyentse Rinpoche foi um dos últimos da geração de lamas talentosos que completaram sua educação e formação no Tibet. Ele nasceu em 1910 no leste do Tibete a uma família descendente da linhagem real do século 9 Rei Trisong Detsen.

Quando ele ainda estava no ventre de sua mãe, ele foi reconhecido como um tulku ou encarnação pelo professor ilustre, Mipham Rinpoche, e mais tarde foi entronizado como uma emanação de Jamyang Khyentse Wangpo, um dos tertons mais importantes (revelador de tesouro) e escritores do século 19, e a principal inspiração para o movimento não-sectário.
Khyen-tse significa sabedoria e amor. O tulkus Khyentse são encarnações de várias figuras-chave no desenvolvimento do budismo tibetano incluindo Kunkyen Longchenpa, Jigme Lingpa e Vimalamitra.
No final dos anos 1950, com a invasão chinesa do Tibet em Kham, Khyentse Rinpoche e sua família fugiu por um triz para o Tibet Central, deixando tudo para trás, incluindo livros preciosos e mais de seus próprios escritos de Rinpoche. Centenas de milhares de tibetanos, incluindo sua esposa, Khandro Lhamo, e suas duas filhas foram obrigados a fugir de sua terra natal. Eles procuraram exílio no Butão, onde a família real butanesa graciosamente o recebeu. Anos depois ele pediu ao governo chinês autorização para restaurar Samye Monastéiro salientando a sua importância para o patrimônio cultural do mundo. Fundada no século 8, Samye foi o primeiro mosteiro budista no Tibet e em 1990 o seu principal templo tinha sido restaurado.
Onde quer que fosse no Tibet, ele era recebido com grande alegria e emoção por pessoas que haviam esperado anos para vê-lo novamente. Erudito, sábio e poeta, Dilgo Khyentse Rinpoche nunca deixou de inspirar todos os que o encontraram através de sua extraordinária presença, simplicidade, dignidade e humor.
Na idade de 81, ele faleceu no Butão. Sua cremação foi assistido por mais de cinquenta mil pessoas, entre professores e discípulos de todo o mundo
Depoimentos
Dalai Lama:
Não tenho dúvida de que Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche está entre os mestres budistas mais realizados que encontrei; ainda assim ele irradiava todo o calor e as qualidades contagiantes de um genuíno e completo bom ser humano
Dzongsar Khyentse Rinpoche:
Sem seu exemplo, as histórias de vida dos grandes mestres do passado seriam muito menos dignas de crédito e mais como lendas ancestrais, como Hércules realizando suas 12 grandes tarefas na mitologia grega. Embora eu tenha testemunhado suas atividades com meus próprios olhos, quando relembro, também encontro muitas coisas difíceis de acreditar.
Sogyal Rinpoche:
Em todos os sentidos, havia algo de universal, até sobre-humano nele, tanto que numa época os jovens lamas reencarnados, que ele cuidava com um carinho e cuidado infinitos, brincavam chamando-o de “Sr. Universo”.
Shechen Rabjam Rinpoche:
Penso que Khyentse Rinpoche foi um dos exemplos mais finos do mestre espiritual perfeito. Ele era, na verdade, um mestre dos mestres; a maioria dos professores tibetanos do século 20 recebeu ensinamentos dele.
Durante os 20 anos que passei com Khyentse Rinpoche, nunca testemunhei ele ficando ou muito deprimido ou extremamente excitado; seu humor era sempre equilibrado.
Ele sublinhava que após anos de prática, a medida de nosso progresso deve ser o ganho de um senso de paz interior, tornando-nos menos vulneráveis a circunstâncias externas.
Embora não possamos encontrar mais Khyentse Rinpoche, quando alguém lê seus ensinamentos ou escritos, pode experimentar a profundidade de sua sabedoria e compaixão.
Orgyen Tobgyal Rinpoche:
Mesmo em idade avançada, ele ainda requisitava ensinamentos de qualquer um que possuísse uma tradição que ele ainda não tinha recebido, e às vezes até se engajava em novos estudos. Com frequência escutavam ele dizer: “Eu mesmo não sou instruído, mas gosto do fato de que outras pessoas são chamadas de instruídas”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Padmasambava - Dia do Guru Rinpoche

Todo décimo  dia  do Calendário lunar tibetano e Um  dia  consagrado a Padmasambhava, o  Guru Rinpoche
Padmasambava - Dia do Guru Rinpoche
O Mahaparinirvana-sutra, escritura sagrada que guarda as palavras que Buda proferiu quando estava prestes a morrer, diz o seguinte:
"A impermanência é a natureza de todos os fenômenos criados. Como a morte é inevitável, meu momento de passar para o parinirvana chegou. Vocês não devem entristecer-se. Mil e duzentos anos após a minha morte virá um homem, o Nascido do Lótus, do nordeste de Udiana. Será ele quem propagará o caminho do mantra secreto."

Guru Padmasambava é o mestre que foi fundamental em levar a tradição Vajrayana do budismo para o Tibet.
Conhecido como “Senhor Nascido no Lótus” e “Precioso Guru”, ele demonstrou incríveis habilidades espirituais para auxiliar os seres a domarem suas mentes.
No século VIII, em um Tibet majestoso, porém turbulento, Padmasambava propagou o caminho do Vajrayana para que os praticantes espirituais pudessem superar as emoções aflitivas, a delusão e a desarmonia.
Os ensinamentos de Guru Padmasambava vêm sendo transmitidos de forma pura por meio de métodos que têm mantido a sua essência. Hoje, eles permanecem tão vivos para os praticantes quanto foram há mil e duzentos anos para os praticantes daquela época.
Os métodos específicos de Guru Padmasambava praticados nos centros do Chagdud Gonpa foram estabelecidos por Chagdud Rinpoche, ele próprio uma encarnação (tulku) de um dos 25 principais discípulos de Padmasambava.
Com fé e confiança, os alunos de Rinpoche utilizam o esplendor do Vajrayana para explorar os potenciais da mente e para descobrir a sua natureza pura e original.
Chagdud Khadro

sábado, 12 de setembro de 2015

O Professor Perfeito

O Mestre e o Discípulo.
O Buda ensinou que é muito importante ter uma boa relação com seu Lama, porque é o professor que te conecta com os ensinamentos.
Se não há nenhum Lama, não há nenhum ensinamento.
Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche e seu discípulo, Sua Santidade o Dalai Lama.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Filmes sobre o Tibet

SETE ANOS NO TIBET: Heinrich Harrer (Brad Pitt), o mais famoso alpinista austríaco, tentou algo quase impossível: escalar o Nanga Parbat, o 9º pico mais alto do mundo. Egocêntrico e, visando somente a glória pessoal,Heinrich viajou para o outro lado do mundo deixando sua mulher grávida e um casamento em crise. Ele não conseguiu o feito, mas quando a Inglaterra declarou guerra à Alemanha ele foi considerado inimigo, por estar em domínio inglês. Feito prisioneiro de guerra, ele fugiu após várias tentativas junto com Peter Aufschnaiter (David Thewlis), outro alpinista, se tornando os únicos estrangeiros na sagrada cidade de Lhasa, Tibet. Lá a vida de Heinrich mudaria radicalmente, pois no tempo em que passou no Tibet se tornou um pessoa generosa além de se tornar confidente do 14° Dalai Lama.
KUNDUN: Em 1933, morre o décimo-terceiro Dalai Lama. Quatro anos depois, em uma remota área do Tibet, encontrado um menino de dois anos, que identificado como a reencarnação de Dalai Lama, o "Buda da Compaixão". Dois anos mais tarde, o garoto levado para Lhasa, onde educado como um monge e preparado para se tornar um chefe de estado. Quando tem 14 anos passa a enfrentar problemas com a China, que pretende invadir e tomar posse do Tibet.





Himalaya: Karma retorna de uma longa jornada e com ele traz uma triste notícia: o filho de Tinle faleceu em um acidente. Como chefe da aldeia, Tinle decide por punir Karma pela morte de seu filho, deixando-o de fora de uma nova caravana, que está sendo preparada por integrantes da aldeia. Os conflitos entre os dois dividem os habitantes locais em duas facções, com os dois decidindo partir na jornada em duas caravanas distintas. A tensão entre os dois se acirra quando as duas caravanas se encontram durante a viagem, no meio do caminho para subir o Himalaia.




SAMSARA Tashi é um jovem monge tibetano que, após passar três anos em reclusão meditando, é resgatado por seus companheiros, que o ajudam a retornar ao monastério. No caminho, ele vê escrito em uma pedra "como impedir que uma gota d'água desapareça ao sol?". De volta à vida religiosa, Tashi se encanta com uma dançarina, e os crescentes desejos por uma existência comum o atormentam tanto, que ele decide deixar o templo, e ir viver na cidade, para trabalhar, se casar e constituir família.







Tibet in Song:é tanto uma celebração da música tradicional popular tibetana e uma viagem angustiante para os últimos cinquenta anos de repressão cultural dentro chinesa controlada Tibet. Diretor e ex-preso político tibetano, Ngawang Choephel, tece uma história de beleza, dor, brutalidade e resiliência, introduzindo o Tibete para o mundo de uma forma nunca antes vista no filme. 

A beleza da música tradicional popular tibetana é apresentada através de uma variedade de canções de trabalho, canções sobre a família ea beleza da terra. Estas performances raramente vistos são habilmente justaposto contra metragem surpreendente dos primeiros dias da invasão chinesa e uma explicação concisa dos fatores que levaram à fuga para o exílio do Dalai Lama em 1959. Ngawang Choephel prepara o palco para uma exploração exclusiva do impacto chinês no tibetanos dentro do Tibet. 

O que se segue é um conto comovente de exploração e resistência cultural, que inclui Ngawangs 'própria eventual pena de prisão para gravar as próprias canções no centro do filme. Tibet em Song fornece olhar cru e sem censura no Tibet como está hoje, um país assolado pela brutalidade chinês, mas disposto a lutar pela existência do seu património cultural único. 

Tibet em Song é dirigido por Ngawang Choephel, e contém tanto a música original composta pelo próprio Ngawang, e uma série de canções folclóricas tradicionais cantadas por tibetanos nativos.

The Sun Behind the Clouds atualiza a luta pela independência do Tibet, focando a demonstração março 2008 contra o domínio chinês, o maior desde 1959 retoma dessa nação. O Dalai Lama, que vive no exílio no norte da Índia, é entrevistado extensivamente e dada a oportunidade de explicar seu "caminho do meio", uma posição de compromisso que ele tem até à data sido vencida em obter a aceitação dos chineses. 











MILAREPA : Em 2000, um lama tibetano chamado Khyentse Norbu tomou as rédeas de diretores como Martin Scorsese ("Kundun") e Jean-Jacques Annaud ("Sete Anos no Tibet") e dirigiu seu próprio filme de longa-metragem baseado na vida tibetano, " A Copa ", um conto encantador de jovens monges distraídos por jogo penúltimo do futebol: a Copa do Mundo. "Milarepa", a estréia na direção de Neten Chokling Rinpoche, conta a história do famoso iogue tibetano em seus primeiros anos. Filmado em locações no Vale do remoto Spiti na fronteira indo-tibetana, o elenco e a equipe, incluindo o astro do filme, Jamyang Lodro de "The Cup", consistiu principalmente de monges do mosteiro de que Chokling Rinpoche é o Chefe Espiritual: Pema Ewam Chogar Gyurme Ling Monastery de Bir, Himachel Pradesh, na Índia. 
Windhorse:  A história de Windhorse começa há quinze anos no alto das montanhas do Tibete ocidental. Lá, em uma manhã de outono crisp, uma pequena aldeia acorda. E três crianças pequenas jogar no jumprope - um irmão e uma irmã, Dorjee e Dolkar, e seu primo, Pema. Mas a cena idílica é abalada por um tiro repentino que tira a vida do avô das crianças. De repente, a cena muda para apresentar o dia Lhasa, a cidade capital do Tibete, onde nós temos um retrato do trio como jovens adultos. irmã, Dolkar, tem atraído um namorado - um homem chinês de sucesso chamado Duan-ping. Com a sua ajuda, Dolkar recebe a atenção de um funcionário do governo chinês de alto escalão que pode fazer dela uma estrela de gravação. Isso significaria dinheiro e segurança para ela e sua família. Mas seu irmão é totalmente nojo.Dorjee passa seus dias com os amigos em um salão de snooker e suas noites ficando bêbado. Vemos também aspectos fugazes de um movimento político subterrâneo tibetano na pessoa do velho amigo de Dorjee, Lobsang.Desde seus dias na aldeia, Dolkar e Dorjee perdeu o contato com seu primo, Pema, que se tornou uma monja budista. Em uma das primeiras cenas, Pema escuta na descrença como as autoridades chinesas proibir a exibição de fotos de seu líder espiritual, o Dalai Lama. Dentro de dias, uma das freiras é preso por desafiar a proibição. Raiva e frustração de Pema leva-a a gritar espontaneamente "Tibet livre" na praça em frente ao templo budista central em Lhasa. Imediatamente ela está preso e jogado na prisão.
Semshook: Filme de 2010 indiano sobre a busca de um homem de verdade em uma viagem através dos Himalaias.A história de Tenzin, um jovem poeta inquieto e um tibetano segunda geração nascido e criado na Índia, que depois de muitos anos no exílio decide voltar para sua terra natal, o Tibet
O filme foi dirigido por Siddharth Anand Kumar, produzido por Francisco Leria e escrito por Sudip Sharma e Rahul Singh.
Kyema, um filme do departamento de saúde do CTA para aumentar a conscientização sobre o impacto do abuso de drogas e a tuberculose na comunidade tibetana.

O filme mostra o desenrolar da tragédia na vida de um jovem estudante universitário (Lobsang), que cresceu em uma família típica tibetano no exílio, como o amor e a imaturidade  em relação à droga. 

O drama se desenrola a tragédia ainda escondido espiral de abuso de substâncias e a Tuberculose que destroem lentamente o próprio tecido da comunidade tibetana, observou. 

Através deste filme, o departamento pretende criar conscientização em massa sobre o impacto de ambos a Tuberculose e abuso de substâncias na comunidade tibetana, disse que o departamento de saúde. 
O filme é dirigido por Samten Dhondup, um professor do Instituto Tibetano de Artes Performativas, e apresenta artistas TIPA profissionais como seus elencos. 

A COPA:  Ele é considerado como a encarnação de um dos maiores santos budistas. Ele se levanta diariamente às 04:00 para começar a cinco horas de oração e meditação. Estudou filosofia de nove anos de idade, até que ele tinha 23 anos e foi pessoalmente tutelados pelo Dalai Lama.
No entanto, ele tem um apartamento em Notting Hill Gate, viaja o mundo praticamente non-stop e sua estréia como diretor premiado, The Cup, o primeiro filme em língua tibetana de longa-metragem, tem tudo a ver a ligação entre religião, tradição e futebol.
Felizmente para a imprensa, Khyentse Norbu - ou para dar-lhe o seu título completo, Sua Eminência Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche - usa sua aprendizagem levemente, preferindo fazer perguntas sobre futebol. Em vez de discutir o seu próprio treinamento budista rigorosa. No entanto, foi o fosso entre esta educação formal e as aspirações dos seus colegas que o inspiraram a escrever e dirigir a Copa.
A história de determinação de um jovem monge louco por futebol para ver o World Cup Final 1998 e o rompimento que isso faz na vida serena do mosteiro, drama delicioso de Norbu foi selecionado para a Quinzena dos críticos em Cannes, ganhou prêmios em festivais na Austrália e Canadá, e, recentemente exibido no Sundance Film Festival em os EUA.
"A Copa é de 95%, com base em uma história verdadeira", diz o diretor do Butão, cujo sorriso sugere uma curiosa mistura de serenidade e travessuras. "Os personagens do filme eram monges reais na faculdade de filosofia budista."
Com simetria perfeita, todos os papéis principais na Copa foram jogados por monges da vida real e lamas reencarnados, enquanto o roteiro ocorreu em Chokling Mosteiro, no sopé do Himalaia. Apesar do fato de que a maioria do elenco nunca tinha visto uma câmera de filme e que muito dos diálogos foram improvisados, a maioria das cenas necessárias apenas três takes - um tributo, diz ele, para os poderes de concentração que o elenco monástico trouxe para seu trabalho.
Norbu foi deslumbrado pela primeira vez por filmes como um 19 anos. Depois de um breve curso de direção em Nova York, ele trabalhou como consultor em de Bertolucci O Pequeno Buda, onde ele conheceu e fez amizade Jeremy Thomas, produtor executivo da Copa.
Mas por que alguém tão enraizada em uma tradição baseada em texto, como o budismo tibetano, decidi  se mudar para o cinema? Por que não escrever um livro? "Talvez uma das razões é tanto o meu pai e avô são considerados grandes poetas e eu estou tipo de esperado para ser um poeta, também. O mundo inteiro se move por causa de expectativas, não? Então eu acho que eu gosto de escrever poesia, mas usando uma linguagem diferente, a saber um filme. Um dos meus sonhos no momento é fazer um filme baseado no haiku. Mas eu não acho que eu vou encontrar um produtor disposto a jogar seu dinheiro no oceano. "